VIVA!!!! CHITÃO DO CEDRO EM 2026 VAI SER GIGANTE E SERÁ EM PRAÇA PÚBLICA

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Festa do Chitão vai para praça pública; data confirmada para 4 de julho de 2026

O tradicional Chitão de Cedro, criado em 1972, terá neste ano um novo cenário: a Praça da Matriz Nilo Viana Diniz. Pela primeira vez na história, a festa acontecerá em praça pública, oferecendo mais conforto e segurança aos foliões e às famílias que participam do evento.

Em entrevista à Rádio Vale do Salgado, em fevereiro de 2026, o prefeito Nilson Diniz anunciou a mudança estratégica do local. A escolha do centro da cidade visa aproveitar a amplitude da praça para proporcionar uma experiência mais confortável e organizada durante a festa.

Confirmando os detalhes, o prefeito voltou a falar sobre o evento em entrevista à Rádio Mandacaru FM, na sexta-feira, 6 de março, informando que o Chitão será realizado no sábado, dia 4 de julho de 2026, na Praça da Matriz.

TRADIÇÃO EM UM ESPAÇO AMPLO E RENOVADO

A mudança para a praça faz parte de um projeto de ocupação e valorização dos espaços públicos revitalizados do município. Segundo o prefeito, a ampla área da praça é ideal para acomodar toda a estrutura da festa, permitindo que o público aproveite as festividades com liberdade de movimento, em um ambiente que também preserva a memória afetiva de todos os cedrenses.

O Chitão de Cedro segue como uma das maiores tradições culturais da região, agora fortalecida por um espaço mais seguro e acolhedor para toda a comunidade.

HISTÓRIA DA FESTA DO CHITÃO DO CEDRO

Chitão é tradição
A Festa do Chitão, organizada pelo poder público municipal, constitui-se como um dos mais expressivos símbolos culturais do município de Cedro, situado na região Centro-Sul do Estado do Ceará. Mais do que um simples evento festivo, o Chitão representa um verdadeiro patrimônio imaterial, no qual se entrelaçam identidade, memória coletiva, tradição e a força da cultura popular nordestina. Ao longo de décadas, a festa atravessou gerações, preservando costumes, fortalecendo laços comunitários e mantendo viva a história do povo cedrense.

ORIGEM DA FESTA


A Festa do Chitão teve sua origem no ano de 1972, durante a gestão do prefeito Rubens Bezerra de Albuquerque. Desde sua criação, passou a ser realizada tradicionalmente no mês de junho, integrando a programação dos festejos do padroeiro do município, São João Batista, figura central da religiosidade e da cultura local.
Inicialmente, o evento acontecia nas dependências da Escola do SENAI, espaço que acolheu as primeiras edições e contribuiu para consolidar a festa no calendário cultural da cidade. Com a inauguração do Centro Social Urbano Governador Adauto Bezerra (CSU), em 26 de agosto de 1978, na gestão do prefeito Antônio Bitu dos Santos, a Festa do Chitão passou a ser realizada nesse novo equipamento público, permanecendo ali até o ano de 2025.
Nos seus primeiros anos, o caráter simbólico da festa era fortemente marcado pelo uso do traje típico junino. Os homens vestiam camisas estampadas de chitão e calças brancas, enquanto as mulheres trajavam vestidos igualmente estampados, compondo um cenário que exaltava a estética popular nordestina e reforçava o sentimento de pertencimento cultural.

PAPEL SOCIAL E O APOIO DAS PRIMEIRAS DAMAS


Durante as décadas de 1970 e 1980, a Festa do Chitão assumiu também uma relevante função social. Nesse período, contou com o apoio decisivo das Primeiras-Damas do município, que desempenharam papel fundamental na organização e no fortalecimento do evento. A festa tinha como um de seus principais objetivos a arrecadação de recursos destinados à assistência às famílias em situação de vulnerabilidade social.
Destacam-se nesse contexto histórico:
1971 a 1973 – Prefeito Rubens Bezerra de Albuquerque e Primeira-Dama Maria Terezinha dos Santos Albuquerque;
1973 a 1977 – Prefeito Obi Viana Diniz e Primeira-Dama Maria Marilene Alves Diniz;
1977 a 1983 – Prefeito Antônio Bitu dos Santos e Primeira-Dama Iara Oliveira Bitu dos Santos;
1983 a 1988 – Prefeito Antônio Hélio Marques Jucá e Primeira-Dama Tânia Guedes Jucá.

ASSISTÊNCIA SOCIAL


Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, em 5 de outubro, e, posteriormente, da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), em 1993, a Festa do Chitão passou a ser promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social. Ainda assim, manteve-se o compromisso histórico de destinar os recursos arrecadados para ações voltadas ao atendimento das famílias em situação de vulnerabilidade, reforçando o caráter solidário do evento.

CRESCIMENTO E VALORIZAÇÃO REGIONAL


Com o passar dos anos, o Chitão ganhou dimensão e projeção, transformando-se em um evento de grande porte. O palco da festa passou a receber importantes atrações da música brasileira, como Alceu Valença e a consagrada dupla sertaneja Leandro & Leonardo, ampliando significativamente a visibilidade do evento para além dos limites do município.

TURISMO E VALORIZAÇÃO CULTURAL


Em 16 de janeiro de 2003, com a criação da Secretaria Municipal de Turismo, por meio da Lei Municipal nº 069, a Festa do Chitão passou a ser organizada por essa pasta. A partir desse marco, consolidou-se também como um importante atrativo turístico, impulsionando a economia local, estimulando o comércio e fortalecendo a valorização da cultura e das tradições de Cedro.

PATRIMÔNIO CULTURAL


Atualmente, a Festa do Chitão é reconhecida como um autêntico patrimônio cultural do município. Sua realização mantém viva a essência das festas juninas, promove o reencontro de gerações, fortalece os vínculos comunitários e celebra, de forma festiva e simbólica, a história e a identidade do povo cedrense.

FATOS E CURIOSIDADES

Barraca de Frutas Tropicais
O registro fotográfico da Festa do Chitão do Cedro, realizada em 26 de junho de 1982, durante a gestão do Antônio Bitu dos Santos, comprova a existência da Barraca de Frutas Tropicais. As frutas foram oferecidas pelo saudoso deputado estadual de Várzea Alegre, Otacílio Correia, trazidas da Fazenda Novo Horizonte, localizada na capital do Ceará, Fortaleza. Até hoje, essa tradição é preservada: as frutas decoram a festa, e, ao final do evento, o público tem o costume de retirá-las ao final do evento, mantendo viva a memória e o espírito daquela época.

PRÉ-CHITÃO


No ano de 1990, teve início a realização do Pré-Chitão, promovido pelo então prefeito José Batista Filho, conhecido como Dois de Ouro, na Praça da Matriz. A iniciativa tinha como objetivo recepcionar visitantes e criar um clima de aquecimento para a grande festa, tradição que passou a ser adotada por gestores posteriores.

FIM DA OBRIGATORIEDADE DOS TRAJES


O uso dos trajes tradicionais – calça branca e camisa de chitão – permaneceu obrigatório até 1992, quando o prefeito José Batista Filho liberou a entrada dos participantes sem essa exigência, acompanhando a expansão e a popularização do evento.

A TEMATIZAÇÃO DA FESTA


Até a década de 1990, a Festa do Chitão trabalhava com temas específicos. Um exemplo marcante ocorreu em 1994, quando o tema foi “Dizem que a Terra é azul”, em alusão à visão do planeta a partir do espaço. Toda a decoração da festa foi padronizada na cor azul, demonstrando criatividade e inovação estética.

QUANDO A TRADIÇÃO SE DIVIDE


Até o final da década de 1990, a Festa do Chitão era realizada após o dia 24 de junho, data dedicada a São João Batista, fortalecendo os festejos do padroeiro. A pedido da Igreja, o evento passou a ocorrer na primeira quinzena de julho, estabelecendo uma separação entre a celebração religiosa e a festa popular.

FIM DACOBRANÇA DE INGRESSOS


Em 1999, durante a gestão do prefeito João Viana de Araújo, a Festa do Chitão deixou de cobrar ingressos. A decisão garantiu o acesso irrestrito da população, tornando a festa totalmente custeada com recursos do tesouro municipal e ainda mais inclusiva.

REALIZAÇÃO EM SEGUNDA-FEIRA


Em 19 de julho de 2010, a festa passou a ser realizada em uma segunda-feira, com o objetivo de reduzir custos com a contratação de atrações. A mudança, entretanto, rompeu uma tradição histórica, dificultando a participação dos filhos ausentes e gerando críticas por ocorrer em um dia útil.

MESA DE AUTORIDADES


Durante muitos anos, uma longa mesa era montada para receber autoridades municipais, regionais, estaduais e nacionais. Prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores e ministros prestigiaram o evento. Com o tempo, essa prática perdeu destaque, embora a festa continue sendo amplamente prestigiada.

FOGUEIRA DE SÃO JOÃO


Elemento simbólico das festas juninas, a fogueira de São João também integrou a Festa do Chitão, iluminando e aquecendo as noites festivas. Com o aumento do público e as limitações do espaço do CSU, tornou-se inviável mantê-la.

RETORNO AOS SÁBADOS


Em 6 de julho de 2013, o prefeito Francisco Nilson Alves Diniz retomou a realização da Festa do Chitão aos sábados, resgatando a tradição e garantindo maior acessibilidade ao público local e visitante.

PAUSA FORÇADA


Em razão da pandemia da Covid-19, a Festa do Chitão não foi realizada nos anos de 2020 e 2021. Com o avanço da vacinação, o evento retornou em 2022, simbolizando resistência cultural e retomada da vida comunitária.

ENTRADA DE BEBIDAS ALCOÓLICAS


Em 19 de julho de 2025, durante o quarto mandato do prefeito Francisco Nilson Alves Diniz, foi autorizada a entrada de bebidas alcoólicas, assegurando às famílias em situação de vulnerabilidade social o direito de levar suas próprias bebidas.

CALENDÁRIO DE EVENTOS DO CEARÁ


A tradicional Festa do Chitão, passou a integrar o Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas do Estado do Ceará, por meio da Lei nº 19.443, de 12 de setembro de 2025, de autoria do deputado Guilherme Landim.

Atrações Marcantes
1989 – Alceu Valença
1990 – Chiclete com Banana
1991 – Luiz Caldas
1992 – Jorge de Altinho
1993 – Banda Mel da Bahia
25.06.1994 – Leandro & Leonardo e Flor de Cheiro
1995 – Cheiro de Amor e Márcia Freire
1996 – Flávio José
05.07.1997 – Banda Um, Black Banda e Limão com Mel
2011 – Tiaguinho Mala Mansa, Toca do Vale, Forró da Curtição e Léo Magalhães
06.07.2013 – Ítalo é Reno, Magno Lima e Hagi, Forró dos Amigos e Mauricio Jorge
05.07.2014 – Elba Ramalho, Chico Pessoa, Painel de Controle e Forró Varada
04.07.2015 – Iohannes, Flávio Leandro, Caninana do Forró e Zé de Manu
16.07.2016 – Dorgival Dantas, Luis Marcelo e Gabriel, Forró do Balançado, Zé de Manu e Dadá Moreira
15.07.2017 – Flávio José, Jonas Esticado, Forró Pegado, Rei do Paredão e Raffa Delegado
07.07.2018 – Raí Saia Rodada, Bonde do Brasil, Jorge de Altinho e Vinicius Lobo
06.07.2019 – Léo Magalhães, Aldair Playboy, JM Puxado, Bonde do Brasil, Fábio Carneirinho e Wilson Lima
16.07.2022 – Mari Fernandez, Jonas Esticado, Batista Lima, Forró Real, Waldonys e Chico de Tereza
15.07.2023 – Taty Girl, Mastruz com Leite, Caviar com Rapadura, Vitor Vaqueiro e João Braúna
06.07.2024 – Tarcísio do Acordeon, Vitor Fernandes, Sirano e Sirino, Laninha Show e Lanne Show
19.07.2025 – Dorgival Dantas, Avine Vinny, Zé Cantor, Janaina Alves e Chaguinha do Acordeon

Primeira edição (2026): Cedrense Francisco Evanildo.
Colaboradores: Professor Carlos André (Carlinhos).
Fontes de pesquisa: Livro “ANTOLOGIA LITERÁRIA DO CENTENÁRIO DO CEDRO – CE, Edição 2021” e Site da Prefeitura de Cedro (www.cedro.ce.gov.br).

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

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