

No meu comentário de hoje pela manhã, afirmei que uma das articulações de Ciro Gomes para aceitar ser candidato a governador do Ceará seria a vinda da Federação União Progressista para o seu lado. Podem conferir no meu artigo de hoje, no qual explico a importância da viabilização dessa condição quase sine qua non, pois essa federação trouxe para o pessoal do PP e do União Brasil a vantagem de deter um dos maiores tempos de propaganda política, além de muito dinheiro — muito dinheiro mesmo — do Fundo Partidário. Os caras se tornaram uma potência, e é claro que Cid Gomes, Camilo Santana, Elmano de Freitas e Lula da Silva não deixariam que essa belezura caísse, naquela suavidade, no colo do arqui-inimigo Ciro Gomes.
JOGADA DE MESTRE

Deputados federais Fernanda Pessoa e Moses Rodrigues
Deixaram o Capitão Wagner (União Brasil) a ver navios, pois lhe retiraram o comando da UP, que ele tratava como urubu em carniça, achando que levaria esse tesouro para o aliado momentâneo Ciro Gomes. Em vez disso, entregaram o comando ao deputado federal Moses Rodrigues, também do União Brasil, mas pertencente à ala do partido favorável a permanecer ao lado dos petistas e de seus aliados cearenses. O presidente nacional da Federação União Progressista, Antonio Rueda, acertou a indicação com o respaldo de Roberto Pessoa (União Brasil), prefeito de Maracanaú, e de sua filha, Fernanda Pessoa (União Brasil).
O Capitão Wagner e sua turma de manobristas políticos desequilibrados terão agora, na escalada dessa turbulência, de procurar um novo ninho partidário. Enquanto isso, o governador Elmano de Freitas vê, mais uma vez, seu projeto de reeleição retornar ao equilíbrio.
Escrevam aí: Ciro Gomes, mais cedo ou mais tarde, deixará essa turma que vem apostando tudo em sua candidatura ao governo com a boca escancarada, esperando a morte chegar. Ele não coloca a mão em cumbuca. Afinal, sempre foi um homem pragmático. Em sua vida política, não assumiu eleições que o levassem a um desmantelo total. Aceitar agora essa situação certamente não o capacitaria nem para conselheiro político em sua aguardada retirada de cena.
Sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry, periferia política!






