

São João de Maracanaú 2025 começa dia seis de junho e segue até o dia 29, celebrando 20 anos de história.
Se você é do tipo que só troca o sofá pela calçada do forró quando o clima tá bom e a cerveja tá gelada, prepare-se para levantar da rede, porque o São João de Maracanaú 2025 promete sacudir até o mais arretado dos preguiçosos. E não é pra menos: são 20 anos de festa e, como todo bom aniversariante nordestino, Maracanaú resolveu comemorar com pompa, sanfona e aquele cheirinho irresistível de milho assado no ar.
De 6 a 29 de junho, o Parque de Eventos Narciso Pessoa de Araújo, aquele ali no Distrito Industrial, vai virar o epicentro da sanfonada. É lá que o Ceará esquece as contas atrasadas, a fofoca do grupo da família e o calor da labuta pra cair de cabeça no arrasta-pé mais esperado do estado. Quem nunca ouviu dizer que o São João de Maracanaú é o “Maior São João do Planeta”, que atire o primeiro pé de moleque.
E pode acreditar: não é exagero de matuto, não. Este ano, o palco vai tremer com um line-up que mais parece lista de presença em reunião de estrelas do forró e do sertanejo. Tem Bell Marques botando todo mundo pra cantar “Diga que valeu” com saudade de um carnaval fora de época, tem Xand Avião, Wesley Safadão (que não falta nem se chover canivete), Simone Mendes, Jorge & Mateus, Léo Santana e até Leonardo, o cowboy dos anos 90 que vem pra provar que forró e sertanejo vivem sim em harmonia – pelo menos até o fim da cachaça. E olha, essas são só algumas das atrações, porque a prefeitura resolveu mesmo colocar o dedo na tomada da animação.
Mas não pense que é só de palco principal que vive o São João de Maracanaú. Pelo contrário, a alma do evento tá mesmo é na Cidade Junina, com sua cenografia temática que este ano homenageia os maiores festejos do Brasil: Caruaru, Campina Grande, Mossoró e, claro, nosso Ceará arretado. Vai ter ponto turístico cenográfico, decoração colorida de fazer qualquer Instagram implorar por uma selfie, e um monte de barracas que servem de tudo, de canjica cremosa a amor em forma de pamonha. É uma mistura de quermesse raiz com parque temático do Nordeste – e funciona lindamente.
E o que seria de um São João sem quadrilha, minha gente? Em Maracanaú, o Quadrilhódromo é praticamente o Maracanã das quadrilhas juninas. Vão passar por lá mais de 250 grupos, entre adultos e mirins, disputando sete festivais diferentes. É competição, é coreografia, é casamento matuto com véu, grinalda e sapato de couro. E se você nunca chorou vendo uma noiva de rolo de cabelo na cabeça entrando ao som de “olha pro céu, meu amor”, então você está vivendo errado.
Agora, se a sua preocupação é com o bolso, respire tranquilo: o acesso é gratuito e a estrutura foi pensada para atender desde o forrozeiro de raiz até o turista desavisado que achou que vinha pra uma feirinha de artesanato. São esperadas mais de 1.500 barracas e ambulantes, gerando cerca de 4.500 empregos diretos e indiretos – ou seja, além de fazer a alegria do povo, o evento aquece a economia local. Todo mundo ganha: quem dança, quem vende e até quem só veio pelo milho e ficou pelo forró.
Pra não se perder entre um show e outro, o truque é chegar cedo. Os portões costumam abrir a partir das 18h, mas o fervor de verdade começa quando o sol já deu boa noite. O parque fica na Avenida Wilson Camurça, perto do IFCE, e você vai reconhecer de longe: é só seguir o som do triângulo, o cheiro de espetinho e a fila pro banheiro.






