

Pedro Lobo se desliga dos antigos companheiros políticos e buscará naturalmente ser oposição a José Ailton Brasil e André Barreto
O ex-vereador Pedro Lobo está dizendo por aí que agora adotará uma postura de oposição à administração de André Barreto. Vai sofrer um bocado, pois, para quem, como ele, há muito tempo faz política contando com os beneplácitos nas esferas de poder municipal, estadual e até federal, será difícil acostumar-se à nova realidade de adotar uma postura oposicionista.
Nas eleições municipais passadas, Pedro Lobo quis impor-se como candidato a prefeito pela situação, assim como Rondinele Brasil, que contava com as simpatias do então prefeito José Ailton Brasil. Em política, a roleta gira e, no final, o dado caiu no nome do atual prefeito, André Barreto, que soube, com sapiência e paciência, esperar o momento certo.
Rondinele, com seu guru político, José Ailton, ambos políticos tarimbados e passados na casca do alho, perceberam que não era a hora nem a vez de suas intenções prevalecerem e retiraram o time de campo. Imediatamente declararam apoio a André Barreto, e a vida seguiu. Pedro Lobo ainda quis estribuchar, mas, no fim das contas, resolveu apoiar aquele por quem a maioria do campo político torcia: André Barreto, para ser o prefeito.
O estranho foi que, no período eleitoral, disse-me um prócer petista, muito ligado a José Ailton Brasil, que Pedro não demonstrou disposição política para ajudar a eleger o candidato situacionista. Mesmo assim, diante da vitória, o prefeito eleito, de fato e de direito, contemplou-o com participação na administração, acatando nomes por ele indicados para auxiliá-lo na tarefa de gerir o nosso município. Pedro, no entanto, mesmo indicando nomes para o secretariado municipal e para assessorias, continuou adotando postura de oposição ao prefeito, fato que incomodou bastante os aliados, os quais exigiram da principal liderança uma posição firme. Afinal, como justificar a permanência de alguém que faz parte da gestão e dela fala aos quatro cantos de forma crítica?
André, que não age por impulso, ainda suportou essa situação durante todo o primeiro ano de administração. Contudo, como tudo tem seu ponto de ebulição, sem titubear, desalojou toda a estrutura que Pedro Lobo mantinha em seu governo.
Daí que, diante da saída do PT, da indiferença dos petistas raízes e da palidez dos figurões vermelhos de alto coturno, era evidente que Pedro Lobo teria de buscar outras plagas para tentar se recuperar politicamente. Não será fácil, pois mudar de posição política é como mudar de um bairro classe “A”, onde sempre se morou numa boa, para passar a residir no subúrbio e suas deficiências. Mas, como bem diz o ex-governador Gonzaga Mota, a política é dinâmica, e quem sabe Pedro Lobo não adota uma postura de fênix e consegue se soerguer? Eu, pelo menos, como seu amigo, desejo que isso aconteça e que ele seja feliz nessa nova caminhada política.
Sorry, periferia política!






