

Ciro Gomes vive, talvez, um dos capítulos mais duros de sua trajetória política. Um dos políticos mais preparados do país, com experiência como governador, prefeito, ministro e candidato à Presidência da República, Ciro nunca conseguiu chegar ao segundo turno nas quatro disputas presidenciais que enfrentou. Agora, quando decidiu voltar a disputar o Governo do Ceará, justamente em seu estado, acabou derrotado por Elmano de Freitas (PT) no primeiro turno: 53,19% contra 46,52%.
A derrota ganha um peso ainda maior porque Ciro chegou a liderar pesquisas durante boa parte da campanha, mas perdeu força na reta final diante da estrutura e da força política do grupo que governa o Ceará há 12 anos.
Para muitos, fica a sensação de uma trajetória marcada por injustiças políticas: um candidato que sempre apresentou discurso próprio, conhecimento técnico e experiência administrativa, mas que jamais encontrou espaço suficiente para transformar esse preparo em uma disputa presidencial realmente competitiva.
E, depois de mais uma derrota, Ciro ainda não se posicionou publicamente sobre o resultado em suas redes sociais até o momento. O silêncio de um dos políticos mais combativos do país chama atenção justamente pelo tamanho da derrota e pelo significado que ela pode ter para sua trajetória.







