

O ex-presidenciável Ciro Gomes está conseguindo deixar o seu entorno político em um estado emocional terrível. Esse nhenhenhém dos diabos já está insuportável. O homem dá a entender que é candidato, mas não se decide; daí, muitos neocorreligionários seus aqui no Cariri, não suportando mais tanta indefinição, estão tirando o time de campo, tentando se adequar a outra situação. Há, inclusive, alguns que se penitenciam todos os dias e pedem para voltar aos braços daqueles que haviam abandonado — ou seja, de Camilo Santana, Cid Gomes e Elmano de Freitas.
Existe uma liderança caririense, que me pediu para não declinar seu nome, que está mais arrependida que “Madalena”, pois tinha alguns carguinhos na prefeitura de sua cidade, jogou tudo para as cucuias e foi abraçar Ciro Gomes, com direito até a postagens nas redes sociais do homem. Retornou à sua cidade achando-se o rei da cocada preta. O tempo passa, o tempo voa, e nada de o homem tomar uma decisão a respeito de ser ou não candidato a governador. Sabem o que aconteceu? O sujeito voltou ao encontro do prefeito petista, pediu mil desculpas pela precipitação política e retornou aos braços do antigo aliado.
Mas Ciro Gomes de besta só tem aquele caminhar desengonçado, pois jamais se deixou levar por caprichos políticos alheios nem servir de bucha de canhão para interesses políticos de gente carreirista, que quer tirar casquinha do suposto prestígio deste ou daquele outro. Este político sobralense não é homem de colocar a mão em boca de cumbuca. Perguntem ao Capitão Wagner e até a Roberto Cláudio se existe, por parte deles, disposição de trocar suas eleições para a Câmara Federal por uma candidatura ao governo; sentirão neles a fuga indubitável de tal situação.
Por isso, Ciro vem freando essa movimentação, empurrando-a com a barriga, pois sabe que uma eleição não é para amador. Caso viesse a aceitar entrar em uma disputa de tal magnitude, poderia contar com quem? Para começo de conversa, com quem poderia contar, dentro do empresariado, com o dinheiro para bancar as principais e mais urgentes despesas de campanha? Ele sabe que, depois de assumir o sacrifício, apenas uns poucos “gatos pingados” chegam com alguma disposição de abrir a mala para ajudar a pagar o preço dessa jornada.
Sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry, periferia política!






