

O estilo contundente, destemido, qualificado e, sobretudo, realista adotado pelo presidente da Câmara Municipal do Crato, vereador Matheus Leite (PDT), ao longo do primeiro semestre de 2026, e que ganhou ainda maior intensidade durante a campanha eleitoral encerrada no último domingo, não passou despercebido aos olhos atentos do eleitorado cratense. Muito pelo contrário! Produziu efeitos, consolidou sua liderança e, na minha avaliação, rendeu dividendos políticos e eleitorais não apenas para si, mas também para seus aliados, José Ailton Brasil (PT) e André Barreto (PT).
Vejam bem, prestem atenção, minha gente! Matheus Leite possui uma característica que considero das mais interessantes na política: sabe ser afável, cordial, elegante e conciliador, mas não leva desaforo para casa. Quando algum desafeto ou adversário político resolvia ultrapassar os limites da razoabilidade, o presidente do Legislativo cratense colocava em stand by o seu habitual estilo ternura e fazia emergir uma versão toda hard, combativa, firme e sem papas na língua.
E olhem que não era valentia gratuita, não! Era, no meu entendimento, uma demonstração de personalidade política, de quem conhece o terreno onde pisa, domina os assuntos que aborda e não se intimida diante daqueles que imaginam ser donos absolutos da verdade.
É evidente que o prestígio conquistado por José Ailton Brasil, em decorrência de sua profícua administração à frente da Prefeitura do Crato, e o reconhecimento ao trabalho do atual prefeito André Barreto, que vem transformando nossa cidade em um verdadeiro canteiro de obras, contribuíram decisivamente para a receptividade popular aos dois líderes. Entretanto, seria injustiça não reconhecer a participação de Matheus Leite nesse processo de fortalecimento político.
O jovem presidente da Câmara entrou em campo, vestiu a camisa, chamou para si a responsabilidade e enfrentou os adversários com a autoridade de quem preside um dos poderes constituídos do município. E fez isso sem demonstrar qualquer receio de contrariar interesses ou de desagradar aqueles que se especializaram na arte de fazer oposição.
Na minha leitura, sua atuação também contribuiu para alertar parcelas do eleitorado contra discursos que considero fantasiosos, insinceros e cuidadosamente elaborados para produzir efeitos eleitorais, mas nem sempre acompanhados da consistência necessária para resistir a um debate político sério.
E este colunista, que graças a Deus desenvolveu ao longo de décadas de observação da vida pública certa sensibilidade para identificar os meandros, as sutilezas e os movimentos que permeiam essa fascinante seara chamada política, não deixou de reconhecer o desempenho do jovem parlamentar.
Todas as vezes em que Matheus Leite fazia uso daquele seu tom mais enérgico, quase brutamontes, eu tratava de procurá-lo para cumprimentá-lo. E sabem por quê? Porque enxergava naquelas intervenções uma manifestação de coragem política, firmeza de convicções e disposição para enfrentar o contraditório sem recorrer às encenações que, infelizmente, ainda fazem parte do repertório de muitos personagens da vida pública.
Matheus Leite demonstrou que a juventude não é obstáculo para o exercício de uma liderança respeitável. Pelo contrário, quando acompanhada de inteligência, preparo, coragem e capacidade de articulação, pode representar um extraordinário diferencial.
E vou mais longe: se continuar sabendo dosar a contundência de suas palavras com a habilidade de construir pontes políticas, Matheus Leite poderá alcançar espaços ainda mais expressivos no cenário político cratense e estadual. Tem idade, disposição, personalidade e, pelo que vem demonstrando, apetite para voos mais altos.
Portanto, ficam aqui os meus cumprimentos ao presidente do Legislativo cratense, que soube transformar a tribuna, a palavra e a coragem de enfrentar seus opositores em instrumentos de afirmação política.
E como costumo escrever nesta coluna, para desespero daqueles que não conseguem acompanhar o ritmo dos acontecimentos:
ENQUANTO OS CÃES LADRAM, A CARRUAGEM PASSA. E PASSA BEM REDONDINHA!
Sorry, periferia política!!!!





