MARCOS PEIXOTO REBUSCA TEMPO PARA EXPLICAR A BELEZA DE UMA FOTOGRAFIA NO CRATO

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Quando eu tinha cerca de uns sete a oito anos de idade, meus pais resolveram se mudar da rua Coronel Raimundo Lobo(mais conhecida como rua da Cruz), no bairro Teodorico Teles, em Crato, e passamos a residir na rua Teófilo Siqueira, ali por trás da Quadra Bi-Centenário, no fundo do Palácio do Bispo.

Mas a nossa onda mesmo era frequentar o Parque Municipal que era na realidade o point da diversão da garotada de todas as ruas circunvizinhas. Tinha garoto que era estudioso, outros que não estavam nem ai para os estudos, haviam os mais valentes, os molengas e por ai vai… Tinha época para tudo quanto era de brincadeira de criança, como a das bolinhas de gude ou bilas ou burias(lembram?) como eram mais conhecidas as esferinhas de vidro; tinha a época do triângulo, um brinquedo feito do mesmo material da chave de fenda, mas sem o cabo de plástico. Havia também os bambambans do futebol de botões que sempre ganhavam os homéricos campeonatos realizados no interior do Parque; os jogos de futebol de salão na quadra Bi-Centenário que era localizada no interior de nosso Parque de Diversões, como eram bons; e no tempo do oiti(Espécie originária da Mata Atlântica, popular nas áreas urbanas, é muito utilizada na arborização de várias cidades brasileiras do Nordeste e outras diversas regiões do país.) vejam muito bem, como o referido parque era lotado de pés dessa espécie(sua fruta de casca enrugada marrom escuro quando madura, com cerca de doze a dezesseis centímetros de comprimento e com caroço volumoso e oblongo. A polpa é doce, pastosa, “areiada” feito uma pinha, enjoativa.) , haviam também as famosas guerras de oitis, onde a garotada se dividia em dois grupos para guerrearem entre si. Quando a guerra acabava(pois a munição não era suficiente para uma longa batalha), era menino com corpo inchado, cara inchada, olhos roxos e também esbugalhados de oitisadas, minha nossa senhora, como a gente era feliz e não sabia.

Mas o que quero lhes dizer é que no meio dessa moçada existiam aqueles mais eruditos, isso mesmo, que se davam ao luxo de criar composições e musicá-las para se apresentarem nos festivais da Canção que aconteciam anualmente na Quadra Bi-Centenário. Abdoral Jamacaru, Pachelly Jamacaru, Audísio Filho, Paulinho de dona Idilvia, Geraldo Urânio e outros que não estou agora lembrando. Acredito que essa gente gozava da influência da maestrina Divani Cabral que era dona de uma escola de música em frente ao Parque e que educou muitas vozes(inclusive a minha) e ensinou muitos garotos cratenses de todos os recantos do Crato a tocarem um instrumento musical. Lá na SCAC-Sociedade de Cultura Artística do Crato- existia também uma escola de dança e também o Pequeno Coral do Crato o qual tive a honra de participar e até fui solista de uma das músicas do amplo repertório do afamado Coral.

Mas deixando o saudosismo de lado, o que quero dizer é que hoje me deparei com uma das maravilhosas fotografias captadas profissionalmente por Pachelly Jamacaru que, além de compositor, cantor e instrumentista, ainda se deu ao luxo de buscar essa aptidão maravilhosa que é a arte de fotografar. Vejam só que coisa maravilhosa ele postou hoje na facebook:

Quem viu a SUPER LUA hoje, presenciou um espetáculo sem igual. Essa não é a desse ano. Mas foi também, uma SUPER LUA que saiu em 2023, por trás da Igreja São Francisco, no bairro Pinto Madeira, em Crato – Ceará.

Essa imagem dispensa palavras…

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

© 2022 – CARIRI É ISSO.  by Valdi Geraldo.

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