Mônica Bergamo
Folha

O presidente Lula enfrenta hoje realidade diferente que a de seus mandatos anteriores, quando comandava o país detendo mais poder. E está ansioso e, em alguns momentos, demonstra estar até triste com as condições adversas que enfrenta hoje para governar o Brasil.
Auxiliares e ministros que despacham com frequência com Lula dizem que os momentos em que ele deixa transparecer maior decepção são aqueles em que percebe as diversas limitações que tem para fazer valer a sua vontade — e que são maiores do que as que existiam em seus dois mandatos anteriores.
VELHOS TEMPOS – Entre 2003 e 2010, o petista governou com aliados de primeira hora no comando do Parlamento, tinha ascendência sobre o Banco Central, que ainda não era independente, e gozava de uma popularidade incontrastável que o ajudou a superar diversas crises.
Perto de completar cinco meses depois de assumir o terceiro mandato, ele já sofreu derrotas no Parlamento, comandado por Arthur Lira (PP-AL), e não consegue fazer com que o Banco Central baixe os juros. Diversas outras iniciativas que teve, inclusive no plano internacional, não vingaram.
Nem mesmo a escolha do próximo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido um passeio, como foi em governos anteriores.
HÁ RESISTÊNCIAS – O nome preferido de Lula para a vaga aberta por Ricardo Lewandowski no STF é o de seu advogado, Cristiano Zanin. Há complicações, no entanto, no Senado, que precisa aprovar a indicação. Diversos parlamentares têm outros candidatos para o mesmo posto, e ameaçam travar o processo de escolha.
Lula estaria, de acordo com assessores próximos, vivendo um paradoxo: se elegeu com ambições maiores do que as que tinha em eleições anteriores e determinado a, desta vez, não fazer tantas concessões como as que teve que fazer anteriormente para governar. Porém, ele tem hoje muito menos poder.
As aflições de trabalho contrastam com seu momento pessoal, de felicidade em que, como diz, está cada vez mais apaixonado pela mulher, Rosângela da Silva, a Janja.
NOTA DA REDAÇÃO DO SITE – É aí que mora o perigo. Para agradar a terceira-dama Janja — que parece a antiga segunda-dama Rosemary Noronha e também adora o luxo das viagens internacionais —, Lula está rodando o Brasil e o mundo, e já seguiu para o Japão. Na idade dele, as longas viagens e o jet lag de cruzar os fusos horários provocam cansaço e tonturas. Estudos já mostraram que a exposição a altitudes acima de 10 mil pés (3 mil metros) pode aumentar a fadiga. Mas dona Janja não está nem aí. Ao invés de cuidar da saúde de Lula, que tem problemas na cabeça do fêmur, a terceira-dama está desgastando o marido, e todo mundo bate palmas, acham que isso é normal.





