

Ciro Gomes
De um lado, o senador Cid Gomes (PSB) e todos os partidos que se aliarão mais uma vez na disputa majoritária no Estado do Ceará apostam no progressivo e constante isolamento político de Ciro Gomes.
O Partido Novo, que tem como candidato a governador o senador Eduardo Girão, também aposta nessa onda e tenta, de todas as maneiras, impedir que a direita fisiológica estadual caia na lábia do ex-governador cearense Ciro Gomes (PSDB), que aposta todas as fichas na composição com Capitão Wagner, André Fernandes e Alcides Fernandes.
Para comprovar que Ciro Gomes é um balão de ensaio político, apresentam números que, há muito, este colunista vem demonstrando: em 2022, Ciro Gomes disputou a Presidência da República e obteve 3% dos votos nacionais. No Ceará, seu desempenho foi de 6,8%. Em Sobral, cidade historicamente ligada à família Ferreira Gomes, recebeu 18% dos votos, ficando em terceiro lugar. Na eleição estadual do mesmo ano, Roberto Cláudio, candidato ao governo apoiado por Ciro, terminou em terceiro lugar, com 14%, enquanto Elmano de Freitas (PT) venceu a disputa no primeiro turno, com 54% dos votos.
Já em 2024, o então prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), aliado político de Ciro, também terminou a eleição municipal em terceiro lugar, com 11,75%, tornando-se o primeiro prefeito da história da capital cearense a não conquistar a reeleição.
Essa demonstração, por si só, revela o quão Ciro Gomes anda trôpego em termos políticos no Estado do Ceará. Nas eleições municipais passadas, o Cariri também deu um não estonteante a Ciro Gomes ao derrotar todos os candidatos por ele apoiados nas cidades que compõem a região.
No Crajubar, essa situação foi emblemática, pois Ciro perdeu no Crato, em Barbalha e em Juazeiro. Se o prefeito Glêdson Bezerra (Podemos) conquistou a reeleição, foi por obra e graça de seu próprio capital político. Ninguém pode se arvorar a dizer que contribuiu para reeleger o atual alcaide romeiro; caso o faça, estará, com certeza, sofismando ou tentando enganar a população juazeirense.
No mais, ora, estamos mais do que conversados. Sorri, periferia política!




