IDOSOS E JOVENS SE MOBILIZAM EM FAVOR DE LULA, TEMENDO UMA VITÓRIA DE FLÁVIO BOLSONARO

Screenshot
WhatsApp Image 2026-06-16 at 15.28.42
480x480-_Banner_SITE_PSIU
Screenshot_20260929_161134_Gallery
Banner_PMB_05.10_IPTU-+-REFIS_480x480px

Gente, vejam bem, prestem muita atenção! Desde a última segunda-feira, um fenômeno político e eleitoral vem me chamando a atenção. Pessoas idosas, todas já dispensadas da obrigatoriedade do voto, estão procurando os cartórios eleitorais para regularizar seus títulos e exercer um direito do qual não pretendem abrir mão: votar para presidente da República.

E sabem por quê? Pelo menos entre os idosos com quem tenho conversado aqui no Crajubar, existe um sentimento de apreensão diante da possibilidade de uma vitória do senador Flávio Bolsonaro sobre o presidente Lula.

O temor manifestado por essas pessoas é de que um eventual governo bolsonarista possa promover mudanças prejudiciais aos benefícios sociais, às aposentadorias, às pensões e à política de valorização do salário mínimo. São receios que circulam nas conversas e nas redes sociais, embora não signifiquem, necessariamente, que tais medidas estejam previstas no programa do candidato.

Mas vou lhes contar um episódio que aconteceu dentro da minha própria família e que considero emblemático desse sentimento.

Minha querida mamãe, Rinaura Coelho, aos 94 anos, e sua irmã, minha tia Socorro Rebouças, aos 90 anos, resolveram, nesta manhã, procurar o cartório eleitoral para colocar em ordem suas situações eleitorais. Querem tirar do baú os títulos de eleitor e comparecer às urnas para cravar seus votos no presidente Lula.

Olhem que coisa extraordinária! Duas senhoras que já atravessaram tantas décadas, testemunharam tantas transformações políticas e sociais e que, pela idade, não possuem mais qualquer obrigação de votar, decidiram participar ativamente de mais uma eleição presidencial.

E não é somente entre os idosos que observo essa inquietação. Também me chamam a atenção as manifestações de jovens em espaços públicos e nas redes sociais, defendendo a candidatura de Lula e procurando convencer outros eleitores de sua geração.

Esses jovens, segundo as manifestações que venho acompanhando, demonstram preocupação com a preservação das liberdades democráticas, com as conquistas educacionais, com a saúde pública e com as políticas de proteção social. Muitos fazem críticas contundentes a Flávio Bolsonaro, questionando sua capacidade administrativa, suas posições políticas e o projeto de país que representa.

O que me parece interessante é justamente essa aproximação de gerações tão diferentes em torno de uma mesma preocupação política. De um lado, pessoas de 80, 90 anos ou mais, que carregam consigo a experiência de uma vida inteira. Do outro, jovens que estão começando a construir seus destinos profissionais, familiares e sociais.

É evidente que não podemos afirmar que todos os idosos e jovens brasileiros pensem da mesma maneira. Mas os episódios que tenho testemunhado e os relatos que acompanho revelam uma mobilização que merece atenção.

E vou combinar uma coisa com vocês: quando uma senhora de 94 anos resolve sair de casa para regularizar seu título eleitoral, mesmo sem ter qualquer obrigação legal de votar, é porque a política continua despertando sentimentos profundos, expectativas e preocupações.

No caso de minha mãe Rinaura e de minha tia Socorro, a decisão está tomada. Querem votar em Lula, e ninguém precisa lhes dizer o que fazer. Afinal, experiência de vida e independência de pensamento são atributos que essas duas senhoras possuem de sobra.

A democracia também se fortalece quando os mais velhos não desistem de participar e os mais jovens descobrem a importância de suas escolhas.

Sendo assim, estamos para lá de conversados!

Sorry, periferia política!!!!

Marcos Peixoto

Esta gostando do conteúdo? Compartilhe!

sobre

Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

© 2022 – CARIRI É ISSO.  by Valdi Geraldo.

plugins premium WordPress