
Juca Kfouri
Folha

O time exibiu uma grande garra nesta Copa do Mundo
Dos quatro brasileiros que começaram a Copa do Mundo de Clubes, o Fluminense é o sobrevivente para disputar com o Chelsea a semifinal. Era o menos cotado, patinho feio, o de menor investimento etc e tal.
Jogou muito contra o Al Hilal para vencer por 2 a 1 depois de sair na frente, sofrer o empate e buscar a vitória.
COM A CABEÇA – Até fazer 1 a 0 com Martinelli o Flu jogou mais com a cabeça do que com os pés.
Cauteloso, ficou com a bola para evitar ser contra atacado pelo time saudita que tentava atraí-lo para explorar a velocidade dos brasileiros Malcom e Marcos Leonardo, além do poderio pelo alto do zagueiro senegalês Koulibaly.
Ao tomar o empate, pareceu fraquejar, esteve próximo de levar a virada, mas se equilibrou e quis a estrela de Renato Gaúcho que Hércules, substituto do amarelado Martinelli, fizesse o 2 a 1 depois de roubar a bola na intermediária saudita, recebê-la de volta, invadir a área e fazer o golaço.
CHEGANDO LÁ – Faltam dois jogos e o Chelsea não é o maior dos obstáculos, embora também seja favorito como foram o Borussia Dortmund e o Al Hilal.
A finalíssima sim, contra quem quer que seja parece intransponível, mas, francamente, respondam a rara leitora e o raro leitor se depois de escalar a montanha e quase chegar ao topo alguém dirá que o cume é inalcançável?
Campeão da Taça Rio em 1952, oxalá o Flu siga vitorioso até o fim e possa proclamar, finalmente com verdade, que também é campeão mundial, até hoje privilégio da metade dos 12 maiores clubes do país: Corinthians, Flamengo, Grêmio, Inter, Santos e São Paulo.






