

Lucio Ferreira Gomes
Ontem falei do dilema dos irmãos Ferreira Gomes em ter ou não ter posicionamento na política cearense. Os caras, como bem disse um de nossos leitores, mais parecem uma pitomba na boca de um banguela: vai para um lado, vai para o outro, e nada acontece.
Eles sabem que, se baterem o martelo para ficar totalmente — a família inteirinha — em um só bloco, terão de abdicar de muitas mordomias e se despedir de seus poderios políticos. Primeiramente, o irmão Lúcio Ferreira Gomes terá de largar o osso, ou seja, sair da presidência da Companhia Docas do Ceará, cargo que recebeu de bom grado do presidente Lula, com o apoio dos petistas cearenses.

Lia Ferreira Gomes
Depois vem a deputada Lia Ferreira Gomes, que terá de deixar a secretaria que lhe foi ofertada pelo governador Elmano de Freitas. Em seguida, terá de lutar com garra para defender sua permanência na Assembleia Legislativa. Será a primeira vez que disputará uma eleição sem o aparato da máquina do Estado.

Cid Ferreira Gomes
Cid Gomes, com certeza, terá as portas da Assembleia Legislativa e da Prefeitura de Fortaleza completamente fechadas para ele. Os cargos e o prestígio que detém nessas duas fortes instituições — e que são muitos — irão para o espaço, ou melhor, para as mãos de outras forças políticas.
O PSB, que tanto Cid Gomes se vangloria de ter sido a locomotiva que o transformou na potência que é hoje, sairá de suas mãos, e toda a enorme estrutura passará para o domínio do senador/ministro Camilo Santana, que, aliás, já mantém o controle da agremiação por meio de seu pai, o ex-deputado Eudoro Santana. Cid Gomes sabe muito bem que a ruma de prefeitos e vereadores que conseguiu levar para o PSB não foi por seus belos olhos, mas com o apoio da força do poder, ou seja, do Governo do Estado, da Prefeitura de Fortaleza, da Câmara Municipal de Fortaleza e da Assembleia Legislativa.

Aliados Evandro Leitão, Elmano de Freitas, Camilo Santana e Romeu Aldigueri
Deixando Camilo Santana, Elmano de Freitas, Evandro Leitão e Romeu Aldigueri, os comandantes maiores destas instituições, vão ter de se virar nos trinta, sozinhos, nus, com as mãos no bolso, para sustentar uma estrutura política familiar que, há mais de 60 anos, se mantém sob o aparato da máquina pública. Política, eles nunca fizeram com dinheiro próprio; usaram e abusaram das estruturas bancadas pelo contribuinte cearense.
E vocês não queiram saber o monte de gente que está torcendo para que eles se unam de vez e partam para uma eleição sem o charme do poder, pois esta será a oportunidade de o Nordeste se livrar, de uma vez por todas, da última oligarquia familiar a dominar um de seus estados da federação.
Sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry, periferia!







