

Deputados federais emedebistas Eunício Oliveira e Yury do Paredão
O deputado federal Eunício Oliveira está naquela situação do velho ditado: “se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come”. A cada dia que passa, seu capital político diminui e, se pensa que pode levar o MDB para outras paragens políticas que não as do trio “parada dura” formado por Elmano de Freitas, Cid Gomes e Camilo Santana, será melhor pensar muito bem, cair na real e perceber que o seu diminuto partido no Ceará não aposta um níquel sequer em suas intenções de jogar em outro tabuleiro político.

Vice-governadora saiu do MDB e foi para o PT. Nelinho de Freitas foi para o Podemos
A atual vice-governadora, Jade Romero, e o suplente de deputado federal, Nelinho de Freitas, que eram figuras proeminentes do MDB estadual, sentiram a decadência à qual Eunício Oliveira levou a sigla no Ceará e tomaram outros rumos partidários. Ficou por lá o deputado federal Yury do Paredão, que, nos cenários estadual e nacional, tornou-se politicamente muito maior que Eunício Oliveira e não concorda que o genro do saudoso Paes de Andrade e marido de Mônica Paes de Andrade leve o partido para os braços de Ciro Gomes.
Quem conhece bem Eunício Oliveira sabe que ele não tem coragem de abandonar as tetas do poder. Não deixará o presidente Lula, muito menos Elmano de Freitas. Diante de seu diminuto tamanho político, sabe muito bem que sua única chance é permanecer ao lado de quem está no poder e tentar a reeleição, para não deixar escapar sua única oportunidade de continuar na política.
Do contrário, que se esqueça dela, agarre-se ao passado e fique com a saudade dos tempos áureos, quando chegou ao auge de sua trajetória política: disputou o Governo do Estado com chances reais de vitória, embora tenha sido derrotado, elegeu-se senador por obra e graça de uma aliança com o PT e alcançou a presidência do Congresso Nacional graças ao esforço do então presidente Michel Temer, que era o maior expoente do MDB em nível nacional.
Sendo assim, estamos mais do que conversados. Sorry, periferia!





