
MARCOS PEIXOTO

As promessas eleitorais são consideradas mais intenções do que compromissos, pois não existem exigências de que as promessas de políticos em campanha sejam cumpridas durante o possível mandato, nem há sanções para os eleitos que não as cumprirem. Por outro lado, podemos considerá-las como compromissos dos eleitos com seus eleitores, afinal, a população escolhe seus representantes com base nas propostas apresentadas na campanha e, portanto, esperam que elas sejam realizadas.
O presidente Lula precisa falar a verdade para a população brasileira, principalmente aos menos afortunados, para explicar a razão de não está entregando à ´população o que prometeu em campanha. Os políticos brasileiros nestes tempos de internet precisam abrir os olhos e compreender que promessas não são mais esquecidas, pois ficam registradas nas redes sociais e a todo momento são relembradas, resultando num crescente E impiedoso incômodo naqueles que acreditaram piamente em suas palavras. E eles, os políticos, consequentemente ficam a fazer aquele malabarismo em busca de justificativas plausíveis que sirvam de enrola/enrola para essa situação nefasta.
Diante de uma eleição municipal e acossado pelos correligionários esquerdistas para que amenize a barra perante essa desdita impiedosa, Lula sem explicações críveis para eles vem adotando um choramingado discurso de que “que a dívida social do Brasil é impagável,” e questionou qual foi o custo de o país não ter tomado medidas sociais, como para melhorar a situação social do País.
Em discurso durante a 5ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Lula também reclamou que sempre que o governo decide realizar algum programa surgem artigos em jornais apontando que o governo está gastando.
As falas do presidente vêm em um momento de contínua preocupação de agentes do mercado financeiro com o compromisso de Lula com o equilíbrio das contas públicas.
UM MINUTO POR FAVOR: Não temos nada em nosso ordenamento jurídico – conjunto de leis – que faça essa exigência. Isso porque cumprir as promessas feitas em campanha não é uma tarefa muito fácil e sempre dependerá de uma soma de fatores e não apenas do candidato eleito.
UM MINUTO POR FAVOR II: Temos que lembrar que grande parte das decisões políticas são tomadas por uma equipe, formada por políticos e servidores de opiniões diferentes e esses grupos sofrem pressão da oposição – que pode dificultar a implementação de políticas públicas– ou até mesmo da sociedade civil – que pode manifestar-se a favor ou contra determinadas medidas. Um mandato no Executivo, por exemplo, depende de orçamento, da composição do Lgislativo e de uma série de fatores que não são decisão, nem escolha da pessoa eleita.






