
Não adianta alguns blogueiros, desconhecedores dos meandros da política, tentarem jogar gasolina na fogueira em relação ao desatrelamento — e não rompimento — do presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, o edil Felipe Vasques, em relação ao prefeito Glêdson Landim. Não faz sentido dizer que o alcaide romeiro estaria incomodado com o protagonismo político que o presidente do Legislativo vem adquirindo, pois, se assim fosse, jamais teria aceitado sentar e conversar para que ambos seguissem juntos nestas eleições de 2026.
Há ocasiões em que até mesmo aqueles que se encontram em campos políticos correlatos sentem dificuldades para seguir juntos na mesma jornada. Afinal, cada um possui sua própria maneira de fazer política, de ouvir os correligionários para avaliar se vale a pena esse tal de “chega mais” e até mesmo a forma de conquistar o eleitorque difere deum para o outro. Embora a maioria dos políticos já não desperte esperança de que ainda possa existir pudor nesse meio, ainda há, sim, alguns poucos dotados de sentimentos éticos.
Os juazeirenses esperam apenas uma coisa de ambos: que não deixem ir por água abaixo o relacionamento amistoso, responsável e, acima de tudo, honesto que, até agora, vêm mantendo como chefes dos Poderes Executivo e Legislativo. Esse comportamento servirá como aferição do nível de maturidade política de cada um e, certamente, irá se transformar em votos favoráveis ou contrários a ambos.
A administração pública de Juazeiro do Norte não pode mais ser pautada por presidentes do Legislativo que pensam apenas em seus próprios interesses, os quais, na maioria das vezes, são altamente despudorados e antirrepublicanos. Que não confundam alhos com bugalhos, pois a conta certamente chegará no próximo mês de outubro, com o advento das eleições estaduais — majoritárias e proporcionais —, e ficará ainda mais cara nas eleições municipais de 2028.

Sou amigo do deputado estadual Davi Macedo e do prefeito Glêdson Bezerra, e sei que ambos possuem espírito público suficiente para se irmanarem na batalha por recursos públicos que atendam às demandas da cidade. Receber emendas parlamentares deste ou daquele parlamentar, independentemente de coloração partidária, é dever de todo prefeito responsável. Se Davi destinou alguma emenda parlamentar, não fez mais do que sua obrigação; e o alcaide romeiro, ao aceitá-la, também cumpriu a sua.
Chega de tentar confundir o povo com matérias jornalísticas infundadas e desprovidas do mínimo de inteligência. No mais, acredito que estamos mais do que conversados.
Sorry, periferia!!!






