

O chanceler de Lula disse que ainda não estão definidos o local e a data da reunião, que poderá ser presencial ou por videoconferência. Ele afirmou que não há nada combinado entre os dois governos sobre uma possível vinda de Trump ao Brasil ou do presidente brasileiro aos EUA e comentou que considera difícil que ocorra uma conversa nesta semana. “Estamos todos muito interessados em que esse encontro aconteça”, disse Vieira.
Ele defendeu o pragmatismo no diálogo com os EUA. Disse que é preciso trabalhar com dados concretos e sem provocações ou confrontações. “A defesa dos interesses econômicos e comerciais do Brasil é uma causa que diz respeito a todos os brasileiros. Essa defesa seguirá sendo firme, mas serena, baseada em dados concretos e fidedignos, sem provocações ou confrontações estéreis, cientes todos que estamos da importância de buscar soluções mutuamente benéficas e de preservar as excelentes e proveitosas relações que Brasil e Estados Unidos mantém há mais de dois séculos”, afirmou o ministro.
A expectativa é que Lula e Trump tenham uma conversa telefônica, antes de uma reunião presencial. Para interlocutores do governo brasileiro, o mais provável é que o encontro ocorra no fim deste mês, na Malásia, durante uma cúpula de líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).
BLOCO – Lula será o primeiro presidente brasileiro a participar de uma cúpula da Asean. O bloco é formado por Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Brunei, Vietnã, Laos, Mianmar e Camboja.
Há nove dias, depois de ouvir o discurso do brasileiro na ONU, em defesa da soberania nacional, Trump anunciou, em sua fala, que iria se reunir com Lula nesta semana. Os governos dos dois países estão em tratativas para que a reunião aconteça. Existe a expectativa de o encontro presencial ser antecedido por uma conversa telefônica entre os dois mandatários.
O gesto de Trump surpreendeu e trouxe alívio ao governo Lula, mesmo que temporário. Até o início da semana passada, cidadãos brasileiros eram alvos de sanções devido ao julgamento e condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão pelo (STF) por tentativa de golpe de Estado. Entre os alvos principais estavam o ministro da Corte, Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane.






