

A cizania entre os hermanos Ciro e Cid Ferreira Gomes não tem mais hora para acabar. Os dois não se entendem e a cada dia observamos o senador do clã Ferreira Gomes se distanciando politicamente e particularmente do irmão mais velho, responsável direto e tutor de seus passos vitoriosos na seara política.

O clima anda tensa a ponto de do ex-presidenciável Ciro Gomes afirmar sem mais delongas: ” não quero comentar sobre o meu irmão, mas indico que me sinto traído. Não devo mais me candidatar a cargos políticos. Esta faca ainda está ardendo muito nas minhas costas, portanto se você me permitir eu não desejo fazer nenhum comentário sobre este assunto, porque a faca ainda arde. Eu acho que eu vou morrer com essa dor nas minhas costas”, disse em relação ao comportamento do manito Cid Gomes.
O mais estranho de tudo isso é que, diante dessas traições por parte do próprio irmão contra o filho mais velho do saudoso Euclides Ferreira Gomes, alguns “correligionários” mais oportunistas estão abandonando o barco por sentir que o mesmo anda a deriva e pode naufragar a qualquer momento. Ontem mesmo aqui no Crato aconteceu algo assim, pois que o presidente do PDT cratense mais uma vez cometeu um ato de desobediência contra os Ferreira Gomes ao surpreender na tarde de ontem o Diretório Municipal do PDT, o qual é seu presidente lá colocado pelo deputado federal André Figueiredo com o completo aval dos Ferreira Gomes. O homem sem mais nem menos, sem forçação alguma de barra, resolveu pedir afastamento da presidência e até a sua desfiliação do mesmo.

Ontem mesmo um político cratense me telefonou para colocar que esta é a segunda vez que o atual vic-prefeito do Crato comete algum tipo de atitude nada recomendável para com os hermanos Ferreira Gomes. Lembrou-me quando da eleição de Walter Peixoto para voltar pela segunda vez ao Palácio Alexandre Arraes, Cid Gomes à época era governador do estado e lá no Palácio governamental chamou os correligionários cratenses para uma conversa legal. Pediu ao genro Francisco Leitão Moura, ao então deputado estadual Roque e ao próprio André para aceitarem retirar as suas candidaturas em nome da Waltinho que se encontrava numa situação confortável para vencer a eleição majoritária no Crato partindo para cima do candidato oposicionista Samuel Araripe que andava mais ou menos nas pesquisas de opinião pública. Roque e Leitão aceitaram a proposta de pronto, mas André se rebelou, candidato-se à revelia, não conseguiu bom resultado e Samuel Araripe venceu a eleição, trazendo com esta sua vitória no Crato uma série de dissabores de convivência política com o governador Cid Gomes.
Em nota oficial na tarde de ontem, o PDT lamentou a saída do André Barreto de sua presidência do Diretório cratense, desejou felicidades em mais essa decisão política, porém, cometeu a ingenuidade de ainda acreditar em Papai Noel, ou seja, que diante do choque do Titanic com iceberg ainda deverá haver uma esperança de convivência harmoniosa entre os que compõem o PDT do Crato e o prefeito José Ailton. O prefeito vai mais é cair fora dessa confusão(como Camilo está querendo é muita distância), sabe que o referido partido depois desse sururu político vai sair mais quebrado que arroz de terceira e não terá mais interesse em continuar dando guarida aos brizolistas cratenses. Menos um peso para a viúva suportar. Sendo assim estamos para lá de conversados. Sorry periferia!!!!





