

Continua em bastante evidência o desencontro político entre o prefeito Glêdson Bezerra e o edil Felipe Vasques, presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte.
Este último, ontem à noite, manifestou-se com maturidade e, em entrevista a um radialista do Crajubar, esclareceu que continua firme na delegação dada pelo povo: não permitir que a Câmara Municipal retroaja às velhas práticas do passado, quando os últimos presidentes que por lá passaram confundiam interesses políticos paroquiais com o verdadeiro mister do Legislativo, que é fiscalizar o Poder Executivo sem sofismas e sem fantasias, colocando os interesses da cidade e de seu povo acima de tudo e de todos.
Antes de Felipe Vasques, os comandantes da Casa Legislativa romeira, com o beneplácito de apaniguados políticos, promoviam operações com o intuito de criar pautas-bomba e até ameaças de cassação aos prefeitos, no sentido de “lavarem a égua” com benesses e negociatas que trouxessem dividendos e vantagens, muitas delas ilícitas, para a tropa de choque que se lambuzava com esse tipo de operação política nefasta.
O prefeito Glêdson Bezerra, ao assumir o seu primeiro mandato, conhecendo toda essa prática nebulosa, pagou um preço alto por não se render aos caprichos dessas figuras que já não fazem — e nem podem fazer — parte da primorosa prática política imprimida a Juazeiro do Norte.
Felipe Vasques, ao assumir a presidência do Legislativo juazeirense, também se enquadrou nesse mesmo diapasão e vem colhendo os frutos desse novo pensar e agir político.
Agora, convenhamos: descompassarem politicamente, pera lá, isso é um direito que assiste aos dois. Afinal, nem tudo que parece céu é bom que se abrace de imediato.
Se não deu certo a intenção de Glêdson e Felipe de caminharem juntos no sentido de oferecerem, em conjunto, duas candidaturas proporcionais — no caso, a do próprio Felipe Vasques para deputado estadual e a de Sandrinha Cavalcante para deputada federal —, vida que segue.
Afinal, os dois, até aqui, conjugam o mesmo verbo, que é o “cirar”. Estão no mesmo campo político, que tem o ex-governador Ciro Gomes como principal timoneiro da oposição em termos estaduais.
Sendo assim, estamos para lá de conversados.
Sorry, periferia política!!!






