
TUDO A DECLARAR

Quando criticou aqueles que acordam e confundem barbeador com microfone, o presidente Lula deve ter ironizado os próprios hábitos. Ou tem memória fraca. Há vinte e dois anos (19 de dezembro de 2002), na OAB, ao anunciar Márcio Thomaz Bastos como ministro da Justiça, ele confessou: “Eu não posso ver um microfone. Quando eu era pequeno, era doido por uma tapioca, agora sou doido por um microfone…”
PORTEIRO, SÓ SE FOR ATEU

No primeiro dia de trabalho como prefeito do Recife, nos anos 1960, Augusto Lucena reuniu a assessoria. Tinha pressa. Mas a reunião era interrompida a todo instante por pessoas que queriam cumprimentar o novo prefeito. Ele pediu à secretária que mandasse o porteiro informar que ele não se encontrava. Momentos depois, ela voltou para dizer que não seria possível: “O porteiro é evangélico e disse que não pode mentir.” Segundo relatam jornalistas da época, Lucena não contou conversa: “Então a senhora me arranje um porteiro ateu!”
QUAL O PROBLEMA?

Getúlio Vargas e Menezes Pimentel
Menezes Pimentel era interventor no Ceará, na era Getúlio Vargas, quando soube que um prefeito fazia sua campanha com dinheiro público. Mandou chamar o homem: “Disseram-me que o senhor, vejam só, estaria usando verba da prefeitura na campanha política! O que o sr. tem a dizer?” O prefeito coçou a orelha e ponderou: “Mas, doutor Pimentel, é que eu já estava gastando até do meu…”







