Deu em O Tempo
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve prestar depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira (5). Ele será interrogado sobre os pacotes de joias enviados como presentes pelo governo saudita ao ex-mandatário e sua mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Além de Bolsonaro, que voltou ao Brasil na quinta-feira (30), após três meses nos Estados Unidos, a PF marcou os depoimentos, também nesta quarta, de outros envolvidos no escândalo das joias, entre eles o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.
DENÚNCIA DO ESTADÃO – O inquérito foi aberto no mês passado, após reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” revelar que integrantes do governo Bolsonaro haviam feito pressão para liberar um kit com joias apreendido pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, em 2021.
O jornal “O Globo” revelou neste domingo (2) que a Polícia Federal vê “indícios concretos” de que Bolsonaro atuou nas tentativas de reaver as joias. O ex-presidente nega ter havido qualquer irregularidade.
A PF já ouviu outros envolvidos. O ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, admitiu em depoimento à PF que não contou a agentes da Receita, no aeroporto de Guarulhos, que carregava um estojo com joias dadas pelo governo da Arábia Saudita. Ele disse que “não chegou a comentar que teria outra caixa na sua bagagem”.
SEM DECLARAR – De acordo com o jornal, o ex-ministro contou à PF que só abriu a caixa com as joias no dia seguinte, no ministério. Os itens ficaram guardados por aproximadamente um ano e só foram entregues ao Palácio do Planalto no fim de 2022, quando Bolsonaro já se preparava para deixar o país, após ser derrotado nas urnas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No aeroporto de Guarulhos, um assessor de Bento Albuquerque, Marcos Soeiro, portava outro kit, avaliado em R$ 16,5 milhões, com um colar, par de brincos, anel e relógio. Mas o servidor foi parado pela Receita, que classificou como irregular a tentativa de entrada no Brasil sem declaração ao Fisco.
Depois de passar pela alfândega, Albuquerque percebeu a situação com seu assessor e retornou, tentando interceder para que as joias fossem liberadas, sem sucesso. Foi nessa ocasião que o ex-ministro teria dito que os bens eram um presente para Michelle Bolsonaro.
NOTA DA REDAÇÃO DO SITE – Trata-se de uma história muito mal contada. É claro que houve uma armação liderada pelo então ministro Bento Albuquerque para passar com as joias na Alfandega, sem declará-las. O assessor Soeiro jamais quebraria as patas da estatueta equestre de ouro, para que a peça coubesse em sua mochila, sem autorização do ministro, que estava no mesmo voo. Quem pode acreditar nesse tipo de gente? Como tratar um almirante que não se dá ao respeito e age como um borra-botas? Esta é a realidade desse caso vexaminoso.





