

Estive, na semana retrasada, encontrando-me com o prefeito de Juazeiro do Norte em seu gabinete. Esta semana, dei outra passadinha rápida por lá, mas nunca vi uma pessoa tão tranquila, sem afetações e em um estado emocional fantástico, apesar do momento político que vivemos. Glêdson Bezerra, ao contrário dos outros direitistas que resolveram apoiar a pretensa candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Estado nas eleições deste ano, não demonstra ansiedade, maluquices nas redes sociais, radicalismos, paixões desenfreadas nem preocupação com o fato de Ciro ser candidato na disputa estadual ou nacional.
Talvez pela tranquilidade de não ter seu desenrolar político positivo atrelado ao que o ex-governador, agora oposicionista, decida para a própria vida, Glêdson — que já é campeão nesse tipo de comportamento acima descrito por este escriba — não esteja sofrendo desse desvario dos demais, que condicionaram seus futuros políticos ao que decidir Ciro Gomes. Sabem que só terão sobrevida política caso a oposição chegue ao poder; do contrário, “morrerá o boi e quem o tange”, como sempre costuma dizer minha querida mãe, Rinaura Coelho Cavalcante, do alto de sua experiência de vida.
Mas o que quero lhes dizer é que o prefeito romeiro anda um tanto intranquilo e insatisfeito com certa decisão política que tomou há algum tempinho e que hoje não está correspondendo ao que almejou e traçou para a campanha de 2026. Foi um acordo político fechado com alguém posicionado em seu mesmo campo político, ou seja, de oposição aos governos estadual e federal. Entretanto, parece que a coisa anda um tanto bagunçada e, como todos sabem — pelo menos os que procuram compreender como funcionam as coisas para Glêdson —, tudo tem que estar preto no branco. Afinal, como bem ensina o líder político cratense e ex-prefeito Walter Peixoto, já afastado das querelas políticas: “Em política, ninguém pode ter a pretensão de acender uma vela a Deus e outra ao capetão.”
Glêdson Bezerra também prima por fazer política sem sofismas, pieguices, demagogias ou espalhafatos. Outra coisa que evita é “pisar na bola” quando o assunto é ética. Daí que, de hoje para amanhã — arre égua! —, poderá haver alto revés no posicionamento do prefeito juazeirense. Vamos aguardar para ver, mas nada de correr para a farmácia mais próxima em busca do famoso Lexotan, o tranquilizante dos políticos em desassossego.
Sendo assim, sorry, periferia política!




