AS ARESTAS DA ALIANÇA CIRO GOMES/DIREITA QUE NÃO CONSEGUE UNIDADE E ISSO É MUITO RUIM

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A campanha do governamentável Ciro Gomes (PSDB) segue firme na corrida sucessória, mas tentando administrar — e, em alguns momentos, até fazer de conta que não existem — problemas internos que persistem e expõem a falta de unidade de uma aliança formada por grupos políticos de origens e interesses bastante distintos.

E olha que não é pouca a gente situada no campo da direita que continua insatisfeita com os rumos tomados pelo PL cearense. Desde a formação da aliança em torno de Ciro, setores conservadores demonstraram resistência à decisão da cúpula partidária de apoiar o tucano na disputa pelo Palácio da Abolição.

Eduardo Girão (NOVO), que chegou a colocar seu nome como pré-candidato ao Governo do Ceará e era defendido por segmentos da direita, inclusive por Michelle Bolsonaro, acabou deixando a corrida estadual para assumir a condição de candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (NOVO).

Mas as arestas não desapareceram.

Uma das situações mais curiosas dessa campanha está justamente na complicada convivência entre o projeto estadual e a disputa presidencial. Ciro Gomes procura manter distância da polarização nacional e não declara apoio nem a Lula nem a Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, recebe no Ceará o apoio do PL, partido do próprio Flávio.

E aí reside uma equação política difícil de ser resolvida.

Segundo uma empresária direitista juazeirense com quem conversei neste último final de semana, existe desconforto entre apoiadores bolsonaristas diante da maneira como a campanha estadual vem tratando a questão presidencial. Para ela, causa estranheza participar de uma aliança com o PL e, ao mesmo tempo, encontrar limitações para manifestações mais explícitas em favor do candidato presidencial do partido.

“Isso é dose para elefante”, desabafou a importante empresária romeira.

A recente passagem de Flávio Bolsonaro pelo Ceará terminou deixando essa situação ainda mais evidente. Em sua agenda por Fortaleza e Juazeiro do Norte, o candidato presidencial fez críticas duras ao PT, mas evitou pedir votos para Ciro Gomes ou mesmo associar diretamente sua campanha presidencial à candidatura tucana ao Governo do Estado.

Ou seja: o PL está com Ciro no Ceará, mas seu candidato presidencial passou pelo Estado sem transformar essa aliança em protagonista de seus atos.

Nos bastidores, entretanto, as divergências teriam sido ainda maiores.

Chegaram até esta coluna relatos de confusões envolvendo espaços destinados a lideranças e candidatos durante os atos realizados com Flávio Bolsonaro. Entre os nomes mencionados está o da candidata a deputada estadual Mayra Pinheiro, bolsonarista de primeira hora.

Segundo as informações que chegaram até nós, Mayra teria enfrentado dificuldades para participar de determinados momentos da programação e, em Juazeiro do Norte, teria sido impedida de subir no trio elétrico utilizado durante o ato de campanha.

Também chegaram relatos envolvendo a deputada federal e candidata à reeleição Priscila Costa. Conforme essas informações de bastidores, ela conseguiu participar do trio, enquanto seu marido teria sido impedido de acompanhá-la.

São episódios que, caso plenamente confirmados pelos personagens envolvidos, ajudam a dimensionar as dificuldades existentes dentro de uma aliança que reúne grupos políticos que nem sempre caminharam pela mesma estrada.

Mayra Pinheiro

E é justamente por expor aqui essas questões e abrir espaço para os diversos personagens envolvidos que Mayra Pinheiro vem agradecendo a deferência desta coluna.

Ela própria resolveu se manifestar.

E como informação boa é aquela que chega diretamente ao leitor, coloco agora o áudio de Mayra Pinheiro para que vocês possam ouvir e tirar suas próprias conclusões.

Vamos ao áudio!

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

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