

Não adianta nem tentar comparar as chapas majoritárias no Ceará, porque a do PSDB/PL perde feio. O trio parada dura formado por Elmano de Freitas (PT), Cid Gomes (PSB) e Camilo Santana (PT) montou sua chapa com maestria. Um candidato à reeleição ao Governo do Estado, como Elmano de Freitas, que se impôs por seus próprios méritos perante os demais, demonstra sua fortaleza política.

Governador Elmano de Freitas
O senador Cid Gomes, que vinha dando demonstrações de desapego a cargos públicos de grande relevância, ao aceitar disputar a reeleição, proporcionou outra vitória ao campo situacionista.
Caso se confirme a outra vaga ao Senado para a ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins e a vice-governadoria para Domingos Aguiar Filho ou sua filha, Gabriella Aguiar, atual vice-prefeita de Fortaleza, aí, meu amigo, sai da frente, porque a parada não é para amadores.
CHAPA DE OPOSIÇÃO

Senador Eduardo Girão
A chapa que está sendo formada pelo senador Eduardo Girão também merece respeito, pois só o fato de tê-lo como candidato ao Governo do Estado já é algo muito relevante. A candidatura à vice-governadoria ainda está sendo analisada.
Quanto às candidaturas ao Senado, uma das vagas já tem dono: o general Theóphilo, que disputou o Palácio da Abolição nas eleições passadas. Trata-se de um nome que merece o máximo de respeito por sua integridade moral.
A outra vaga ao Senado poderia ficar com Priscila Costa, ex-vereadora de Fortaleza e atual deputada federal.
CHAPA DE OPOSIÇÃO II

Ex-governador Ciro Gomes
Já a chapa traçada por Ciro Gomes (PSDB) merece uma análise mais aprofundada. Ciro tem forte apelo popular e inúmeros predicados políticos. No entanto, entregar a vice-governadoria ao ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União Brasil), é uma decisão que merece ponderação. Afinal, ele já não possui o mesmo apelo eleitoral na Capital e continua sendo pouco conhecido em boa parte do interior cearense.
As candidaturas de Alcides Fernandes (PL), que conquistou essa condição em grande medida pelo prestígio político do filho, o deputado federal André Fernandes (PL), e de Capitão Wagner também merecem uma análise mais cuidadosa.
Alcides Fernandes é deputado estadual, possui votação regular em Fortaleza, mas ainda é um ilustre desconhecido para boa parte do eleitorado cearense. Como parlamentar estadual, não apresenta uma projeção ou produtividade legislativa que o diferencie dos demais.
A outra candidatura ao Senado pela aliança PSDB/PL é a do ex-deputado federal Capitão Wagner(UB), que costuma iniciar muito bem as disputas majoritárias — tanto para o Governo do Estado quanto para a Prefeitura de Fortaleza —, mas, até agora, não tem conseguido manter seu eleitorado mobilizado até o fim da campanha.
Acredito que Ciro Gomes(PSDB) e Tasso Jereissati(PSDB), verdadeiros comandantes dessa frente oposicionista no Ceará, perderam uma excelente oportunidade de fortalecer a chapa ao convidarem para a disputa ao Senado o ex-vice-prefeito de Fortaleza, Gaudêncio Lucena, empresário de sucesso no Estado e que, se hoje não é deputado federal, foi por decisão própria.
O mesmo penso em relação à vice-governadoria, que, em minha avaliação, deveria ter sido oferecida com maior vigor ao prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos). No entanto, faltou poder de persuasão para convencê-lo a deixar a Prefeitura da Terra Romeira e embarcar nesse projeto político.
Eis, portanto, a nossa percepção sobre a eleição majoritária no Ceará. Não temos a pretensão de sermos os donos da verdade, mas acreditamos que essa visão faz sentido e tem fundamento.
Sorry, periferia política!





