
José Augusto Lopes

Meus colegas e para não dizer que não fui justo, amigos bacaninhas de Fortal Marcos André Borges, Adriano Nogueira e Cláudio Cabral.

Na metade do século passado, ocorreu a eclosão do colunismo social no Brasil, também com grande destaque na imprensa cearense, onde, desde 1955, assumiram grande popularidade, nas mais diversas faixas de leitores, nomes como Judith Sendy, Geraldo Silveira, Lúcio Brasileiro, Geraldina Amaral, entre outros. Nessa época, os chamados “colunáveis” se concentravam, sobretudo, em pessoas de famílias tradicionais, inúmeras delas ainda residentes nos casarões do Centro da cidade. As mais abonadas financeiramente moravam em mansões dos bairros do Benfica, Jacarecanga e na já nascente Aldeota, cujo início era então chamado de Outeiro.
Os principais personagens das colunas geralmente eram estimados casais, quase sempre conhecidos como perfeitos anfitriões, tais como Sulamita e José Valdo Cabral, bastante admirados por sua refinada educação e maestria na arte de bem conviver, O universo mais jovem ainda não ocupava lugar mais destacado nas notícias sobre sociedade, o que só viria a acontecer a partir de Marcondes Viana, que criou uma linguagem específica para se comunicar com a juventude e, também de forma expressiva, por meio do comunicativo Cláudio Cabral, filho de Sulamita e José Valdo, bem como herdeiro das elogiáveis qualidades dos pais.
Dotado de espontâneo espírito de cordialidade, que sempre o faz saber lidar com todas as faixas etárias, Cláudio Cabral se mantém durante décadas como um autêntico ícone do colunismo local. Com seu diálogo bastante gentil, acrescido da constante simpatia de seu permanente sorriso, Cabral soube manter, com equilíbrio e competência, a tradição de sua trajetória profissional na mídia e na sociedade cearense, que sempre lhe prestou irrestrito e merecido acolhimento. (José Augusto Lopes)





