

Prefeito Glêdson Bezerra, de Juazeiro do Norte, acena com bandeira branca para os vencedores de 2026, demonstrando tremenda racionalidade política.
O ex-governador Ciro Ferreira Gomes (PSDB), derrotado na disputa pelo Governo do Ceará em 2026, até ensaia manter acesa a chama da oposição aos atuais detentores do poder estadual. Afinal, tentou desalojá-los do Palácio da Abolição, mas faltou-lhe substância eleitoral para alcançar seu objetivo.
Ocorre que nem todos os que acompanharam Ciro nessa empreitada parecem dispostos a continuar carregando o mesmo fardo. E não é para menos! Fazer oposição exige bala na agulha, disposição política e, sobretudo, responsabilidade para avaliar até onde vale a pena prolongar determinados enfrentamentos.
Vejamos o exemplo do prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos). O homem tem sobre os ombros a responsabilidade de administrar uma das mais importantes cidades do Ceará, garantindo que a máquina pública funcione e que a população receba aquilo que espera e merece.
Pois bem! Glêdson certamente não deixou passar despercebida a extraordinária votação obtida em Juazeiro do Norte pelo governador reeleito Elmano de Freitas (PT) e pelos senadores de sua aliança, mesmo tendo o prefeito romeiro militado no campo adversário.

Uma andorinha no céu passou e me disse que acha que o senador reeleito seria o político ideal para fazer essa ponte política unindo Glêdson Bezerra e o governador Elmano de Freitas.
Daí que o bom senso político recomenda uma aproximação com o Palácio da Abolição. Afinal, Elmano assumiu compromissos públicos com os eleitores juazeirenses e não será Glêdson, por simples divergência partidária, quem deverá criar obstáculos à concretização dessas promessas.
E aqui reside a diferença entre fazer política com responsabilidade e transformar divergências eleitorais em eternas guerras pessoais. Uma coisa é disputar eleições em campos opostos; outra, completamente diferente, é permitir que os interesses da população sejam sacrificados no altar das vaidades políticas.
Está certíssimo Glêdson ao sinalizar disposição para o entendimento. E mais certo ainda estará o governador Elmano de Freitas se abrir os braços para acolher essa bandeira branca. Afinal, ambos têm compromissos com Juazeiro do Norte, e a cidade não pode ficar refém de ressentimentos eleitorais.
Ciro que continue exercendo seu papel oposicionista, direito legítimo de qualquer liderança política. Mas não se pode exigir que seus antigos aliados permaneçam entrincheirados numa guerra que, para muitos deles, perdeu o sentido depois da manifestação soberana das urnas.
Que prevaleçam, portanto, a paz, a concórdia e, principalmente, os interesses dos romeiros do Padre Cícero. Porque eleição passa, adversários se reencontram e a vida administrativa precisa seguir seu curso.
E quem não compreender essa realidade corre o risco de ficar falando sozinho, enquanto a carruagem política segue seu caminho.
Sorry, periferia política!!!!!





