SUCESSÃO EM JUAZEIRO DO NORTE JÁ MOVIMENTA OS BASTIDORES POLÍTICOS PARA 2028

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Os pretendente ao lugar do atual prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra, já estão de água na boca…

Enquanto Glêdson Bezerra observa discretamente as movimentações, Davi Macedo antecipa sua disposição de disputar a Prefeitura e outros nomes entram no tabuleiro sucessório.

A sucessão municipal em Juazeiro do Norte anda muito mais acelerada do que nas outras duas cidades do Crajubar, Crato e Barbalha. Embora as eleições de 2028 ainda estejam distantes, o que não falta na Terra do Padre Cícero é movimentação política, especulação e aquele tradicional trinchinchim que costuma anteceder as grandes disputas eleitorais.

O prefeito Glêdson Bezerra (Podemos), pelo que se observa, permanece só de butuca, acompanhando atentamente os movimentos de seus adversários e possíveis pretendentes à sua sucessão. Experiente nesse métier, certamente não pretende mostrar suas cartas antes da hora. O nome de sua preferência, se já estiver escolhido, deverá permanecer guardado a sete chaves.

Desde que as urnas das eleições de 2026 começaram a revelar seus resultados, passaram a circular nos bastidores nomes como Lukão, Davi Macedo, Felipe Vasques, Josi Lima, Andréa Landim, Fernando Santana, Arnon Bezerra e José Nobre Guimarães, entre outros personagens que poderão participar, direta ou indiretamente, desse novo embate eleitoral.

De todos, quem resolveu sair na frente foi o deputado estadual Davi Macedo. Antes mesmo de encerrada a campanha eleitoral, já anunciava aos quatro ventos que sua candidatura à Prefeitura de Juazeiro do Norte em 2028 é inegociável. Davi demonstra disposição para enfrentar a parada e não parece interessado em aguardar as articulações dos demais concorrentes.

O parlamentar, inclusive, não acredita numa eventual candidatura de José Nobre Guimarães. Na sua avaliação, o petista alcançou projeção nacional suficiente para ocupar uma função de destaque no quarto mandato do presidente Lula, iniciado em janeiro de 2027. Portanto, sua permanência no cenário político nacional poderia afastá-lo da disputa municipal.

Já Felipe Vasques, diante dos solavancos que vêm marcando sua trajetória política recente, prefere adotar postura mais reservada. As tensões enfrentadas durante a campanha, ao que tudo indica, também tiveram reflexos em sua votação na Terra dos Romeiros, onde se esperava um desempenho mais expressivo. Por enquanto, segue cauteloso quando o assunto é a sucessão juazeirense.

Fernando Santana, por sua vez, parece concentrado em assumir seu novo mandato de deputado federal e ampliar sua atuação política. Não significa, evidentemente, que ficará distante das articulações de 2028. Pelo contrário, seu peso político poderá ser decisivo na composição das forças que disputarão o comando do município.

Quanto a Arnon Bezerra, continua fiel ao seu estilo discreto, deixando, como diz a conhecida canção, a vida lhe levar, vida leva eu. Mas ninguém se engane: Arnon conhece muito bem os caminhos da política juazeirense e certamente acompanha cada movimento desse complicado tabuleiro.

Sobre Lukão, ainda não tenho conhecimento de manifestações mais contundentes a respeito da sucessão. Entretanto, pelo espaço que ocupa no cenário político local, dificilmente ficará à margem das conversações. Em algum momento, sua participação deverá entrar na pauta dos principais articuladores.

O fato é que Juazeiro do Norte caminha para mais um daqueles telequetes políticos que tanto movimentam a Terra do Padre Cícero. E desta vez com a possibilidade de novos protagonistas, alianças inesperadas e disputas que poderão modificar consideravelmente o cenário eleitoral.

Mas há uma questão que considero fundamental: a política juazeirense não pode retroceder às práticas que tanto comprometeram a credibilidade de suas instituições. Nas duas últimas eleições municipais, o eleitorado demonstrou disposição para promover mudanças e cobrar uma postura diferente de seus representantes.

A população não aceita mais, ou pelo menos não deveria aceitar, que alguém conquiste um mandato no Executivo ou no Legislativo imaginando ter recebido uma autorização para transformar o patrimônio público em instrumento de enriquecimento pessoal. O dinheiro público pertence ao povo e deve retornar à sociedade em serviços, obras e melhorias concretas.

Quem desejar governar Juazeiro do Norte a partir de 2029 terá de compreender que a cidade exige muito mais do que discursos bonitos, promessas mirabolantes e acordos de conveniência. Exige competência administrativa, responsabilidade, transparência e, sobretudo, respeito ao cidadão.

Portanto, que venham os candidatos, as articulações e os embates democráticos. O que não pode voltar é aquela velha concepção de que conquistar o poder significa receber carta branca para fazer dele o que bem entender.

Juazeiro do Norte merece avançar, jamais retroceder.

Sendo assim, estamos para lá de conversados.

Sorry, periferia política!!!!

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

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