

Sônia Pinheiro ao lado do também falecido colunista social José Rangel. Este amigo tambémm tive o privilégio de me aproxima, inclusive, pouco antes de seu falecimento, fui por ele contratado para lhe ajudar na cobertura da inauguração do edifício OFICE, em Juazeiro do Norte.
Hoje pela manhã, recebi uma notícia que me deixou profundamente triste: a morte da querida colega e colunista social Sônia Pinheiro, em Fortaleza. Confesso que senti aquele aperto no lado esquerdo do peito, pois Sônia era dessas criaturas iluminadas que sabiam, como ninguém, enfeitar, dar brilho, elegância e charme ao colunismo social. Uma verdadeira dama do jornalismo cearense!
Conheci Sônia Pinheiro quando eu ainda era um garoto e ela já desfrutava de enorme prestígio e reconhecimento profissional. Vez ou outra, cruzava com aquela figura elegante e sempre muito bem-apresentada pelos points de Fortaleza. Naquela época, eu circulava bastante pelos corredores sociais fortalezenses, pois meu tio, Edilmar Norões, era colunista político do DN e diretor de Programação da emissora Verdes Mares.
Imaginem vocês a admiração daquele garoto que já demonstrava encantamento pelo jornalismo ao encontrar uma profissional que transformava o colunismo social numa verdadeira arte de registrar pessoas, acontecimentos e histórias!
O tempo passou, o garoto cresceu, tornou-se jornalista e também abraçou o colunismo social. Foi então que tive o prazer de me aproximar de Sônia durante o lançamento de um veículo na concessionária Chevrolet Sanauto, em Fortaleza. Naquela ocasião, fiz questão de ir até ela, apresentar-me como colega de profissão e confessar a enorme admiração que sempre nutri pelo seu trabalho.
Contei-lhe que havia assinado minha primeira coluna social justamente no Diário do Nordeste, no Caderno Especial DN Região Sul, uma iniciativa criada pela direção daquele importante jornal para atender às demandas noticiosas de nossa região. Sônia lembrou-se da publicação e, a partir daí, a conversa fluiu maravilhosamente. Foi um daqueles encontros que a gente guarda com carinho na memória e no coração.
Voltamos a nos encontrar durante um evento na Assembleia Legislativa do Ceará. Mais uma vez, trocamos cumprimentos, gentilezas e aquele papo reto que somente dois apaixonados pelo jornalismo sabem desenvolver.
Noutra ocasião, encontrei a querida Soninha, como era carinhosamente chamada pelos amigos mais próximos, no Bar Giz, em Fortaleza. Dessa vez, ficamos apenas nos cumprimentos à distância, pois estávamos em mesas diferentes, cada qual na companhia de seus amigos. Mas o carinho e a admiração permaneciam exatamente os mesmos.
E sabem de uma coisa? Sônia Pinheiro e Lúcio Brasileiro foram, para este colunista, duas das maiores referências e inspirações no exercício do jornalismo social. Duas feras, dois talentos extraordinários, duas personalidades que souberam transformar notícias sociais em histórias deliciosas de ler.
Cada um com seu estilo, sua personalidade e sua maneira peculiar de escrever, ambos ajudaram a construir uma época de ouro do colunismo cearense. Tinham aquilo que não se aprende nas faculdades: sensibilidade, elegância, olhar apurado e a capacidade de fazer o leitor sentir-se participante dos acontecimentos narrados.
Agora, ao saber que essas duas estrelas já partiram para o Reino do Céu, bate uma tristeza danada. É como se um pedacinho da história do jornalismo que tanto amo também estivesse partindo.
Sônia Pinheiro deixa muito mais que uma trajetória profissional admirável. Deixa um legado de classe, competência, respeito e amor ao ofício. Sua presença permanecerá viva na memória daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-la, conviver com ela ou simplesmente acompanhar suas páginas sociais.
À família, aos amigos e aos colegas de profissão, minha solidariedade e meu carinho neste momento de despedida.
Descanse em paz, querida Soninha! Que Deus a receba em Sua infinita misericórdia e que, aí no Reino do Céu, você e Lúcio Brasileiro continuem dando brilho, charme e elegância às páginas celestiais.
Quanto a mim, fico aqui, tristinho da vida, agradecendo ao Criador pela oportunidade de ter conhecido e admirado duas criaturas tão especiais.
Mas é isso, meus queridos. A vida segue, embora algumas ausências sejam impossíveis de preencher.
Sônia Pinheiro, você foi e continuará sendo uma estrela de primeira grandeza do colunismo social cearense!








