

A campanha de Ciro Gomes ao Governo do Ceará vem demonstrando, por meio de algumas atitudes, uma tentativa de manter acesos os ânimos de seus apoiadores diante do cenário desfavorável apontado pelas pesquisas de opinião.
Um episódio que chama atenção foi a exposição, sem a devida cautela, da doação de campanha feita pelo ex-prefeito e ex-deputado Salviano Sobrinho. Ao dar publicidade e explorar politicamente o assunto, esqueceram-se de um detalhe importante: ao longo da trajetória empresarial que resultou na consolidação da Farmace, Salviano também contou com políticas e investimentos públicos voltados ao desenvolvimento econômico e à expansão das atividades produtivas.
Aliás, não existe nada de extraordinário nisso. Empresas dos mais diferentes setores recorrem a incentivos, financiamentos, infraestrutura e outras políticas governamentais para ampliar seus negócios, gerar empregos e realizar novos investimentos.
A questão, portanto, é outra: até que ponto foi conveniente transformar uma contribuição eleitoral em instrumento de exposição política de quem decidiu colaborar com uma campanha? Empresários, justamente por manterem relações comerciais e institucionais com diferentes setores da sociedade e do poder público, muitas vezes preferem discrição quando fazem suas escolhas e contribuições dentro das regras eleitorais.
Nesse sentido, Salviano Sobrinho acabou sendo colocado desnecessariamente no centro de uma discussão política pela própria turma de Ciro Gomes. E, em política, quem pretende conquistar apoios precisa também saber preservá-los.
Sendo assim, estamos para lá de conversados.
Sorry, periferia política!!!!






