

MARCOS PEIXOTO
Nesta manhã de sábado cheia de luz, segurem-me que estou bastante inspirado. E isso me deixa muito feliz, pois ao revisar este artigo que acabei de escrever para vocês, fiquei maravilhado com a minha capacidade de redigir algo tão legal, inteligente e cheio de charme. Vamos ler?
Hoje em dia, no Brasil, o que mais temos é gente considerada, até certo ponto, esclarecida, mas que teima em acreditar cegamente em ideologias, teorias políticas e líderes que mais parecem personagens saídos das antigas Organizações Tabajara, do humorístico Casseta & Planeta, da Rede Globo.
Tem gente que parece não fazer outra coisa da vida senão servir de bucha de canhão para falsos líderes — políticos que exploram a devoção de seus seguidores para fortalecer suas próprias carreiras e, muitas vezes, transformar influência política em poder, prestígio e dinheiro.
O mais impressionante é observar como certas convicções resistem aos fatos. Em pleno século XXI, ainda encontramos terraplanistas convictos, apesar de todo o conhecimento científico acumulado pela humanidade e de décadas de exploração espacial. E, enquanto novas missões apontam para uma presença humana cada vez maior no espaço, há quem continue preferindo acreditar naquilo que confirma suas próprias certezas.

Na política não é muito diferente.
Muitos de nossos patrícios se transformaram em apaixonados incondicionais por políticos, tratando líderes públicos quase como figuras intocáveis. Teorias absurdas ganham palanque, desinformação encontra audiência e opiniões divergentes passam a ser encaradas não como parte natural da democracia, mas quase como um pecado.
É assim que a ignorância deixa de causar constrangimento e passa a funcionar como identidade.
Rir de algumas dessas situações é quase inevitável. O problema começa quando aquilo que parecia apenas um delírio de redes sociais ganha voz, audiência, influência e voto. Nesse momento, talvez seja prudente deixar de enxergar tudo simplesmente como um meme inofensivo.
Porque ideias têm consequências — inclusive aquelas que começam como piada.
Tenho dito!!!!
Sorry, periferia!!!!







