CARIRIEISSO E A HISTÓRIA: JANGO TEVE MAIS VOTOS QUE JK. E ISSO ASSUSTOU O BRASIL DE 1955

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JK E Jango: dois grandes e saudosos políticos do Brasil

Juscelino Kubitschek venceu a eleição presidencial de 1955. Mas João Goulart, eleito vice-presidente, recebeu mais votos que JK.

Naquela época, presidente e vice eram eleitos separadamente.

JK recebeu 3.077.411 votos, 35,68% dos válidos. Jango recebeu 3.591.409, 44,25%. Mais de meio milhão de votos a mais.

Esse número ajuda a compreender a crise que quase impediu a posse dos dois.

JK, do PSD, era desenvolvimentista e conciliador. Jango carregava algo que assustava muito mais determinados setores da sociedade brasileira: a herança política de Getúlio Vargas.

Ex-ministro do Trabalho de Getúlio, presidente nacional do PTB e ligado aos sindicatos, Jango representava a continuidade do trabalhismo.

Getúlio havia morrido.

O getulismo, não.

As urnas de 1955 deixaram isso evidente.

Para setores conservadores, parte da imprensa e segmentos das Forças Armadas, aquela votação mostrava que o projeto político associado a Vargas continuava vivo e com enorme força popular.

A oposição tentou questionar a vitória de JK alegando que ele não obtivera maioria absoluta, exigência que a Constituição de 1946 não estabelecia.

A crise cresceu. Café Filho afastou-se. Carlos Luz assumiu interinamente. A possibilidade de impedir a posse tornou-se concreta.

Em 11 de novembro, o general Henrique Teixeira Lott colocou as tropas nas ruas.

Depois veio Nereu Ramos.

Em 31 de janeiro de 1956, JK e Jango tomaram posse.

Mas a história ainda se repetiria.

Seis anos depois, tentariam novamente impedir Jango de chegar à Presidência. Dessa vez, quem se levantaria em defesa da legalidade seria seu cunhado, Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul.

Em 1961, a Campanha da Legalidade garantiria a posse de Jango, ainda que sob o compromisso do parlamentarismo.

Em 1964, seria diferente.

Mas essa é outra história.

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

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