

Neste último final de semana, resolvi analisar as candidaturas aos cargos majoritários no Estado. As proporcionais no Cariri analisarei amanhã.
Olhando atentamente as chapas majoritárias, percebi que algumas ainda não foram concluídas, mas nada que dificulte este colunista em suas apurações.
Os candidatos ao Governo do Estado já postos e compostos são Elmano de Freitas, atual governador que busca a reeleição; o ex-governador Ciro Gomes, pelo tucanato; e Eduardo Girão, do Partido Novo, também na oposição, assim como Ciro. Os três são políticos inteligentes, altivos e de boa comunicabilidade com o povo, até certo ponto.
Só que, hoje pela manhã, acordei com a notícia de que o senador Girão havia desistido de sua candidatura para aceitar o convite do ex-governador e ex-presidenciável Romeu Zema para ser seu companheiro de chapa. Logo veio sua substituição na pessoa do advogado Pedro Brito, que terá como vice-governadora a empresária Vera Lúcia. Não posso fazer considerações sobre ambos, por não saber de quem se tratam. Quem sabe, no desenrolar da campanha, eu possa me arriscar a tanto.
Saiu Eduardo Girão, que podemos dizer ser uma das melhores revelações políticas surgidas na política cearense nos últimos dez anos.
Vamos, então, falar de Elmano e de Ciro Gomes. Acredito que o tempo já passou e Ciro não entendeu isso, porque até a maneira como faz política nos remete às práticas dos velhos coronéis da política cearense. Não, porém, aos das décadas de 1960, 1970 e do começo dos anos 1980, mas aos de um período ainda mais remoto, que eram incapazes até mesmo de se cumprimentarem. Era tudo na base do bacamarte, da maledicência, das falsas promessas, do despudor para com o adversário e do vale-tudo para garantir o poder.
Elmano, Cid Gomes e Camilo Santana estão rodando o Ceará afora, mostrando a dimensão de suas grandes obras e o que ainda poderá ser feito para que o Estado continue nessa trajetória própria de desenvolvimento econômico e humano. Não agridem nem blasfemam contra o adversário; rebatem, com elegância, suas destemperanças verbais e suas escaramuças, mas preservam o fair play.
O governamentável tucano está tentando ver o circo pegar fogo. Afinal, trata-se de sua última cartada política. Caso não saia vitorioso, certamente será expulso da vida pública. Elmano, Cid e Camilo ainda são muito mais jovens que Ciro e desejam caminhar por muito mais tempo na vida pública. E, a cada dia que passa, conforme sua candidatura for sendo desidratada, o filho mais velho de seu Zé Euclides e de dona Mazé mais “Lampião” ficará. Dá até medo imaginar o que ele poderá provocar até o day after das eleições.
SENADORES
O nível dos disputantes ao Senado está, até certo ponto, satisfatório. O senador Cid Gomes, que topou disputar a reeleição, emprestou à campanha um grande nível, assim como a participação do general Theóphilo. Caso a ex-prefeita de Fortaleza e deputada federal Luizianne Lins seja a outra candidata da chapa situacionista, será uma maravilha.
O Capitão Wagner tem lá seus predicados, mas seu companheiro de chapa é o tipo de político que só chega a algum lugar muito bem carregado. Refiro-me ao deputado estadual Alcides Fernandes, que só está nesta disputa por obra e graça de seu filho, André Fernandes, que, por ser bolsonarista de carteirinha, conseguiu chegar à Câmara dos Deputados e presidir o PL no Ceará.
Se não falei de outras candidaturas ao Senado, é porque elas ainda não aconteceram. Quando isso ocorrer, garanto que estarei aqui prestando a vocês mais esse serviço informativo com seriedade e lisura.
Sorry, periferia política!!!!





