

Marcos Peixoto
É impossível que ainda haja gente que acredite que as urnas eletrônicas brasileiras, utilizadas nas eleições de Oiapoque ao Chuí, sejam vulneráveis ou usadas em benefício de algum grupo político do país.
Desacredito totalmente dessa argumentação e considero que quem cai nessa falácia propagada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e, agora, por seu filho, Flávio Bolsonaro, ou não é uma pessoa de boa-fé, ou está completamente equivocado. Minha gente, como se pode cair nessa conversa fiada, se estamos vendo que quem está no comando do Tribunal Superior Eleitoral é justamente o ministro Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo presidente Jair Bolsonaro? Portanto, sua ligação não é com o PT, com Alexandre de Moraes, Dias Toffoli ou outros desafetos dos bolsonaristas, mas, sim, com o ex-presidente.
Se houvesse qualquer cambalacho nas urnas eletrônicas, este seria o momento de sua descoberta, pois quem está comandando as principais decisões relacionadas às eleições deste ano são justamente magistrados indicados por Jair Bolsonaro. Senão, vejamos: “A concentração da relatoria das ações sobre as eleições de 2026 está com o próprio Nunes Marques, o vice-presidente da Corte, André Mendonça, e a ministra Estela Aranha. A distribuição foi vista como estratégica por reunir os responsáveis por decidir temas sensíveis da campanha que está chegando.”
Estão vendo? Como seria possível haver problemas nas urnas eletrônicas se os próprios magistrados indicados por Jair Bolsonaro estão à frente das principais decisões relacionadas às eleições? Não faz sentido essa conversa!






