ALIANÇA DO DO PL NO CEARÁ COM CIRO GOMES PODERÁ SER O FIM POLÍTICO DE ANDRÉ E ALCIDES FERNANDES

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A aliança política em torno da candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará está cada vez mais confusa. O Capitão Wagner (União Brasil), candidato ao Senado em sua chapa, viu seu partido adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial. O mesmo caminho foi seguido pelo Partido Progressistas (PP), que também integra a base de apoio ao candidato tucano. Vale lembrar que União Brasil e PP compõem a Federação União Progressista.

No PSDB, o cenário também é de indefinição. A legenda decidiu não lançar candidato à Presidência da República e liberou seus filiados nos estados para fazerem as escolhas que considerarem mais convenientes. Com isso, Ciro Gomes permanece sem um palanque presidencial definido. Uma coisa, porém, parece certa: ele não apoiará Flávio Bolsonaro. Em declarações públicas, o próprio tucano afirmou que o parlamentar é indigno de receber seu apoio.

Essa posição coloca os bolsonaristas cearenses em uma situação delicada. Afinal, apoiam um candidato ao Governo do Estado que demonstra profunda rejeição ao principal líder do bolsonarismo e à própria família Bolsonaro. Nos bastidores, as principais lideranças do grupo tentam administrar esse evidente constrangimento. O maior desafio, no entanto, é convencer seus eleitores de que essa aliança deve ser mantida até as eleições, ainda que haja divergências profundas no plano nacional.

Na prática, o discurso seria algo como: “Vamos apoiar Ciro Gomes até outubro. Se ele perder, cada um segue seu caminho. Se vencer, aproveitaremos o espaço político que nos couber em seu governo.”

Entretanto, a principal motivação de André Fernandes para integrar essa aliança parece ser outra: garantir sua reeleição e viabilizar a eleição de seu pai, Alcides Fernandes, ao Senado Federal.

Sob essa perspectiva, Michelle Bolsonaro pode ter razão quando afirmou, em alto e bom som, que o PL cearense teria se aproximado dos tucanos movido por interesses pessoais, e não por um projeto coletivo.

Depois de tantos anos acompanhando a política do Cariri e do Ceará, arrisco uma previsão: essa aliança poderá representar o início do fim da trajetória política de André Fernandes, de Alcides Fernandes e de outras lideranças de menor expressão que os acompanham. Pode ser o verdadeiro “zefini” de suas carreiras públicas.

Guardem estas palavras. Após as eleições, será possível avaliar se este colunista estava ou não com a razão.

Enquanto isso, vale lembrar o velho ditado: enquanto os cães ladram, a caravana passa.

Sorry, periferia política!

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

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