
O bloco político controlador do governo do Estado acerta ao lançar o senador Cid Gomes (PSB) à reeleição. O deputado Junior Mano (PSB) será primeiro suplente.
A decisão, avalizada pelo presidente Lula da Silva (PT) e alto escalão petista cearense – governador Elmano de Freitas Governador do Ceará, senador Camilo Santana e o ministro José Guimarães – fortalece o projeto de reeleição ao atual chefe do Executivo.
Cid está nas cabeças de todas as pesquisas ao Senado. É engenhoso, politicamente, – desfruta de respeito público e, o mais importante: tem voto.
Mas não é só isso – o que já é muito. Ao selar a pré-candidatura à reeleição, o senador coloca os dois pés na campanha à reeleição de Elmano, estabelecendo aliança estratégica, embora pragmática, com Camilo.
IMPACTOS NA OPOSIÇÃO
A recandidatura de Cid ao Senado gera uma reposta pronta e acabada sobre ele não votar no irmão e provável candidato a governador, Ciro Gomes (PSDB): ‘Ele também não vota em mim’.
A oposição vinha precificando a decisão do governo em lançar Cid – embora aves de agouro apostassem no racha dele com Camilo. Agora, é mitigar o impacto.
A oposição já está no contra-ataque. Uma fonte lembrou à Coluna que o então senador Tasso Jereissati (PSDB) era franco favorito em 2010 e não foi reeleito.
Outra linha ventila que Cid será candidato e até poderá ser eleito, mas o senador será Júnior Mano. A fonte não detalhou.
Já governistas afirmam que Ciro tem recall incontestável e é competitivo, mas foi Cid quem passou as últimas duas décadas fazendo política no Ceará.
Os dois lados podem ter razão, mas somente a campanha eleitoral, propriamente, dirá que influência os fatores acima terão na cabeça do eleitor.




