

Vejam bem, prestem atenção. A eleição majoritária no Ceará foi tema de conversa deste colunista, ontem à tarde, com um jornalista amigo meu, radicado em Fortaleza, mas que possui amplo alcance de informações políticas em todo o Estado.
Quis saber a opinião dele após uma conversa que tive com outro amigo, político e morador do Crajubar, bastante engajado no movimento político Patriotas, sobre o atual momento, em que já temos praticamente definidos os candidatos majoritários da oposição e da situação.
Ciro Gomes será candidato a governador, tendo o Capitão Wagner e o deputado estadual Alcides Fernandes como candidatos ao Senado da República. Também pela oposição, o senador Eduardo Girão será candidato ao Palácio da Abolição, tendo o general Theóphilo como candidato ao Senado, restando ainda definir o segundo candidato ao Senado e o nome para a vice-governadoria.
Pela situação, foi definida ontem, terça-feira, dia 14, a chapa governista, que referendou definitivamente o governador Elmano de Freitas como candidato à reeleição. Além disso, praticamente não há mais dúvidas de que as vagas para o Senado serão disputadas por Cid Gomes, que buscará a reeleição, e Luizianne Lins.
ANÁLISE POLÍTICA
Posto isso, temos a situação com uma chapa de alto poder de disputa em Fortaleza, por contar com importantes puxadores de votos, como o prefeito Evandro Leitão, o próprio governador Elmano de Freitas, Camilo Santana, Cid Gomes e, agora, a ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, que desfruta de grande prestígio na capital.
A situação aposta, e com razão, no poder de fogo dessas lideranças para enfrentar as oposições em nossa Capital em uma disputa de igual para igual, já que estas se encontram divididas. Mais adiante abordarei esse aspecto.
Caso consiga um empate ou até mesmo uma pequena vantagem sobre os opositores em Fortaleza, o interior do Estado certamente reagirá com força em favor da candidatura de Elmano e de seus candidatos ao Senado, vislumbrando-se, portanto, uma vitória da situação já no primeiro turno.
Na hipótese de uma grande surpresa, suponhamos que as oposições consigam levar a eleição estadual para o segundo turno. Diante da fragmentação existente entre elas, já se admite que André Fernandes, que aproximou a direita de Ciro Gomes, possa ter desempenhado um papel importante nesse cenário. Basta lembrar que, na última eleição para a Prefeitura de Fortaleza, o eleitorado ficou dividido, e André Fernandes esteve muito próximo da vitória. Isso demonstrou que cerca de metade do eleitorado da capital se identificou com a direita e com o bolsonarismo.
Entretanto, esse alinhamento com Ciro Gomes — que, até pouco tempo atrás, fazia duras críticas a esse grupo e sempre esteve identificado com a esquerda — gera diferentes interpretações no cenário político.
Segundo o analista político, amigo deste colunista, caso haja segundo turno nas eleições estaduais, o candidato Eduardo Girão será o adversário de Elmano de Freitas na disputa pelo Governo do Estado, justamente por ter permanecido fiel às bandeiras da direita e do bolsonarismo. Girão conta com a metade do eleitorado fortalezense a lhe referendar e buscará um confronto maior no interior do Estado com o atual governador candidato à reeleição. É algo difícil, mas buscará essa estratégia.
É assim que muitos estudiosos e analistas da política cearense estão enxergando o atual momento vivido em nosso Estado.
Sorry, periferia política!







