

Prefeito André Barreto vai a cada dia se estruturando politicamente e a oposição com cara de assustada a cada dia sofre abalos e perdas
Vejam bem, pessoal. Este colunista costumava conversar com o saudoso político juazeirense e médico Mauro Sampaio. Nessas prosas políticas que tínhamos, ele sempre me dizia que o resultado de uma eleição, seja ela vitoriosa ou derrotada, precisava ser analisado pelos disputantes, para que dele fossem extraídos ensinamentos e dividendos eleitorais nas disputas futuras.
Aqui no Crato, este colunista observa que, nas últimas eleições, o candidato do grupo que, há quase nove anos e meio, domina as rédeas do poder municipal sofreu bastante para conquistar a vitória. A oposição se fortaleceu, não em razão de um retrocesso na maneira benfazeja com que a situação vem conduzindo a administração política e administrativa do nosso município, mas por alguns fatos pontuais que surgiram à época.
O prefeito André Barreto, que terminou vencendo as últimas eleições municipais em nossa cidade, vem analisando essa situação com a devida sensatez e tem sabido conduzir, com todo o cuidado, esse cenário de instabilidade que surgiu. Daí porque vem realizando uma administração transparente, participativa e progressista, mantendo diálogo permanente com a sociedade e com a classe política.

Seu alinhamento com o Governo do Estado, comandado por Elmano de Freitas, tem conseguido trazer importantes dividendos para o nosso município, demonstrando que uma cidade como o Crato, sem um bom relacionamento com as altas esferas dos poderes estadual e federal, poderá enfrentar uma fase política e administrativa desventurosa, da qual levará anos para conseguir se recuperar.
Já a oposição não vem demonstrando a expertise política a que Mauro Sampaio se referia. Segundo ele, jamais se pode transmitir à população a ideia de que a entrega do capital eleitoral por parte do cidadão representa uma procuração em branco para que o eleito faça o que bem entender. O equilíbrio é fundamental para quem conquista uma parcela significativa de poder.
Até mesmo na vida comum assistimos a pessoas que alcançam um poder econômico invejável e que, por não saberem administrar essa nova condição, acabam destruindo tudo o que conquistaram. Isso vale para a vida profissional e para tantos outros aspectos da existência.
Como diz o velho ditado, Deus não dá asas a quem não sabe voar. E isso é uma grande verdade. Para se chegar longe, o amadorismo é extremamente prejudicial. A política foi feita para os mais sagazes.
O erro mais grave é quando alguém se deixa dominar pela vaidade e passa a acreditar que agora é todo-poderoso. Nada disso. É preciso saber administrar esse novo patrimônio eleitoral e conduzi-lo de maneira que amplie a capilaridade do seu projeto de poder. Quanto mais humilde, racional e equilibrado for o político, maior poderá ser a longevidade de sua trajetória.
Sendo tudo o que tinha a dizer neste momento, despeço-me por aqui, prometendo voltar em breve com muitas outras notícias interessantes como esta que acabo de redigir.
Portanto, sorry… Periferia política!




