

Elementar, meu caro Watson! Isso mesmo: o pessoal da turma de Ciro Gomes está em um estado emocional torturante. É que a indefinição sobre a chapa majoritária da situação estadual está mexendo bastante com os rumos da pré-campanha dos candidatos ao Senado pela oposição formada por PSDB, União Brasil e PL.
O tumulto causado por Michelle Bolsonaro tem como foco a sucessão cearense, pois ela não aceita, de forma alguma, uma aliança de seu PL com Ciro Gomes, tampouco admite deixar de fora sua protegida, a deputada federal Priscila Costa, candidatíssima ao Senado.
A ex-primeira-dama só aceita ter um dedo de prosa com Flávio Bolsonaro se este largar mão dessa aliança com Ciro Gomes, passar a apoiar, no primeiro turno, a candidatura do senador Eduardo Girão e votar em Priscila Costa para o Senado, em composição com o general Theóphilo. Caso a candidatura de Girão vá para o beleléu ainda no primeiro turno, Flávio ficará livre, leve e solto para apoiar Ciro Gomes no segundo turno.
Mas as oposições cearenses — leia-se Eduardo Girão e Ciro Gomes — enfrentam outro entrave, além do imposto por Michelle: descobrir o que, na verdade, a situação pretende com a demora para definir sua chapa majoritária. Refiro-me às candidaturas ao Senado, pois, até agora, a expectativa é grande para saber quem serão os candidatos do lado da situação: Cid Gomes e Luizianne Lins? Júnior Mano e Eunício Oliveira? Luizianne Lins e Cid Gomes? E por aí vai…
As oposições só poderão enxergar uma luz no fim do túnel quando souberem, de fato, quem irão enfrentar na disputa majoritária. Sem essa definição, tudo continua no mesmo escarcéu dentro do terreiro de Ciro Gomes, Tasso Jereissati, André Fernandes, Alcides Fernandes, Capitão Wagner e Roberto Cláudio.
O resto? Ora, o resto… enquanto os cães ladram, a caravana passa.
Sorry, periferia política!!!






