

Conversando hoje pela manhã com um empresário amigo, resolvemos analisar como está a sucessão cearense. É importante ressaltar que o meu interlocutor, até ontem, votava em Ciro Ferreira Gomes, mas não tem nada contra Cid Gomes, Elmano de Freitas e Camilo Santana. Apenas possui uma tendência moderada a se alinhar mais aos ideais de centro-direita, sendo, contudo, uma pessoa altamente equilibrada na análise política.
Esse jovem senhor me pediu para não expô-lo neste comentário, pois, além de ser bastante conhecido, não deseja tornar pública essa sua hipotética decisão de deixar de votar em Ciro Gomes.
Mas o fato é que ele me confessou estar estarrecido com o volume de impropérios disparados por Ciro Gomes contra adversários que, até bem pouco tempo, eram seus companheiros de luta e de poder. Inclusive, um deles é seu próprio irmão.
Na semana passada, quando o filho dos saudosos José Euclides Ferreira Gomes e dona Mazé intensificou suas críticas ao senador Camilo Santana e ao seu pai, Eudoro Santana, esse meu amigo decidiu me telefonar e, ontem, revelou que não consegue mais perseverar em seu apoio a Ciro Gomes.
Disse-me ele:
“Que critique o homem público, tudo bem. Porém, acusar um cidadão cortês e probo como Camilo de ter transformado o Palácio da Abolição em um puteiro, onde receberia ‘piriguetes’ para sessões de orgias sexuais, convenhamos, já é demais. Além do mais, falar do meu amigo Eudoro… tenha santa paciência! Isso se transforma em algo inacreditável para um homem que já teve a pretensão de ser presidente do Brasil. Mesmo que isso fosse verdade — e não é —, nada justifica Ciro Gomes expor esse assunto com tamanho estardalhaço ao público.
Diante disso, estou fora dessa jogada. Vou procurar amarrar a minha burrinha em outra sombra.”
Depois de ouvi-lo atentamente, sem interrompê-lo por um só segundo, respondi que Ciro Gomes é o tipo de pessoa que não conhece uma excelente regra para aqueles que rompem uma boa amizade: respeitar o novo desafeto da mesma forma que respeitava o melhor amigo.
Minha mãe costumava quando da minha adolescência complementar essa máxima, enriquecendo-a ainda mais:
“Quando você se afastar de alguém, os segredos e as confidências trocados na época da boa convivência devem permanecer guardados no fundo da alma. Nada de sair pelos quatro cantos revelando-os a outras pessoas. O correto é evitar comentários negativos sobre o desafeto ou, se preferir, ser superior e expor suas qualidades e seus defeitos sem qualquer tom de maledicência.”
Sendo assim, estamos mais do que conversados.
Sorry, periferia política!!!






