

Recebi com surpresa a notícia do falecimento, nesta quarta-feira, 27 de maio, do jovem industrial Marcos Dias Branco. A família não revelou o motivo de sua morte Quando estudava em Fortaleza, cursando o ginásio, só ouvia falar dos Dias Branco, mas nunca havia cruzado com qualquer um deles. Certa vez, estive em uma festa organizada pelo colunista social Cláudio Cabral e, entre os convidados, destacava-se dona Consuelo Dias Branco, esposa do saudoso industrial Ivens Dias Branco.
O tempo passa, o tempo voa. Voltei a residir no Crato, onde fui convidado — e aceitei — a assinar uma coluna social no jornal Diário do Nordeste, no Caderno Regional Sul. No meu zigue-zague pelos points sociais do Cariri, conheci o boa-praça Bento Diniz, gerente da distribuidora dos produtos M. Dias Branco, que até hoje se localiza no Crato, ali no bairro Muriti.
Certo dia, no ano de 1989, Bento me chamou ao depósito regional porque, segundo ele, tinha algo a tratar e a propor a mim. Fui lá em uma tarde linda de sol e logo fui recebido por ele. Então, o querido amigo me falou que o filho de Ivens Dias Branco, que, na tenra idade de 25 anos, já ocupava a importante função de diretor comercial do grupo, estava para chegar ao Crato com o objetivo de conhecer de perto aquela unidade em nossa cidade.
Bento Diniz, que naquela época acredito já estar na casa dos cinquenta anos, solicitou-me que saísse com Marcos Dias Branco pelos points sociais do Crato e de Juazeiro do Norte.
Naquele tempo, o forte era o Restaurante e Casa de Shows Gaibu Avenida; a boate Aquariu’s já havia sido extinta. Fomos ao Crato Tênis Clube, ao Clube Recreativo Granjeiro, ao Serrano Atlético Cratense e até ao Balneário do Caldas. Lembro-me de que, naquela época, Bento Diniz possuía um veículo Del Rey, que ficou à disposição do patrão para que pudéssemos curtir o Cariri.
Marcos retornou a Fortaleza, agradeceu-me imensamente pela boa acolhida e colocou-se à minha disposição para, quando eu fosse à capital, procurá-lo a fim de badalarmos pelos lugares da moda. Contudo, o tempo foi passando, acabei perdendo seu contato telefônico e terminamos nos distanciando.
Tempos depois, fui a Fortaleza a convite do empresário e ex-vereador fortalezense Cid Marconi para conhecer um bar que ele havia instalado na Praia de Iracema(não lembro o seu nome). Como o estabelecimento estava bombando, reunindo a nata da sociedade fortalezense, naquela noite em que estive por lá Marcos Dias Branco também apareceu. Assim, nos revimos para, depois disso, nunca mais nos reencontrarmos.
E assim se encerra mais um capítulo de minha história de vida com a morte desse jovem empresário, que partiu bilionário. A família Dias Branco faz parte da história do desenvolvimento econômico do Ceará e do Brasil, e Marcos cresceu inserido nesse ambiente marcado pelo trabalho, pela união familiar e pela construção de uma trajetória admirada nacionalmente.





