

Governo pretende lançar Desenrola para adimplentes em junho, diz Durigan
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara o lançamento de uma nova etapa do programa Desenrola, voltada para consumidores adimplentes que enfrentam dificuldades por causa do alto comprometimento da renda com dívidas bancárias. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proposta está em fase final de elaboração e deve ser anunciada ainda em junho, antes do início das restrições do período eleitoral.
“Está sendo desenhado aqui dentro do Ministério da Fazenda, com a minha coordenação e do secretário Cerón, muito em breve vamos trazer mais informações sobre isso (…) provavelmente nas próximas semanas, ainda no mês de junho”, afirmou Durigan a jornalistas no Ministério da Fazenda, de acordo com o jornal O Globo.
Governo quer lançar programa antes das restrições eleitorais
Ao comentar o calendário da medida, o ministro afirmou que o governo pretende concluir o lançamento antes da entrada em vigor das regras eleitorais mais rígidas.
“Vamos fazer dentro do mês de junho, antes de qualquer discussão eleitoral. A mobilização de 90 dias, que será o mesmo prazo delimitado para o Desenrola Adimplentes, a garantir que tenhamos um período determinado. É uma situação que não é rotineira, não pretendemos retomar esse tipo de medida”, declarou.
A expectativa é que o programa tenha duração de 90 dias, repetindo o formato adotado na primeira fase do Desenrola, criada para pessoas com pagamentos em atraso.
Novo Desenrola focará famílias com renda comprometida
Diferentemente da versão anterior, a nova etapa terá como foco consumidores que estão com as contas em dia, mas enfrentam dificuldades para arcar com empréstimos, cartão de crédito, cheque especial e outras modalidades de crédito com juros elevados.
A intenção do governo é permitir que essas dívidas sejam substituídas por linhas de crédito mais baratas, reduzindo o risco de inadimplência e dando maior fôlego financeiro às famílias.
Programa deve usar recursos remanescentes do FGO
De acordo com interlocutores da equipe econômica, o governo pretende utilizar recursos remanescentes do Fundo Garantidor de Operações (FGO), usados na fase anterior do Desenrola, para viabilizar o novo programa.
A estratégia é fazer aportes graduais no fundo, conforme a demanda da iniciativa, para reduzir o custo fiscal da medida. A avaliação da equipe econômica é que ainda deve haver sobra de recursos suficiente para colocar a nova modalidade em funcionamento.








