

Dadas as devidas proporções e pegando gancho em uma comparação feita pelo governador Elmano de Freitas, é possível medir a atuação política de Cid Gomes para 2026 com aquilo que se dizia de Pelé antes da Copa de 1970. Não se trata de idolatria, mas de entender quem sabe jogar o jogo político.
Após o fracasso da Seleção Brasileira na Copa de 1966, quando o Brasil chegou como favorito e atual bicampeão mundial, muita gente passou a questionar o protagonismo de Pelé. O desfecho da história é conhecido: o Brasil conquistou o tricampeonato jogando um futebol histórico, e Pelé voltou ainda maior. Não foi o artilheiro, mas foi o cérebro da equipe. Transitava por quase todas as posições do meio para frente e fazia o time funcionar.
Na política cearense, Cid parece tentar assumir papel semelhante. Após a “ausência” nas eleições de 2022 e uma atuação discreta na disputa municipal de 2024, o senador voltou a se movimentar de forma diferente para 2026.
Com a hegemonia do Partido dos Trabalhadores no comando do Executivo federal, estadual e municipal, liderança hoje capitaneada por Camilo Santana, a figura de Cid como chefe político acabou parcialmente ofuscada, mesmo sendo um dos pilares da aliança governista no Ceará.







