WELLIGTON LANDIM SE FOI PARA O ALÉM, MAS SEU LEGADO FICOU EM TODO O CEARÁ

480x480-_Banner_SITE_FEIRAO_DA_EMPREGABILIDADE_2026
Banner_PMB_21.04.2026_PAU-DA-BANDEIRA_480x480px
CRATO - BANNER CARIRI É ISSO

Saudoso Wellington Landim bicicleteando pelas ruas de Brejo Santo com o filho Guilherme Landim que também já foi ex-prefeito daquela cidade e hoje é deputado estadual.

Tornei-me amigo do Wellington Landim por obra e graça dele. Ouvia muito falar sobre ele em todos os lugares onde o assunto política dominava. Havia chegado à prefeitura de Brejo Santo sem apadrinhamentos políticos, levantando a bandeira do novo, do moderno.

Inaugurou uma nova forma de administrar que chamou a atenção de todo o Ceará. O homem era um mestre na arte de lidar com a coisa pública, pois, além de possuir um dom especial para bem gerir, era honesto por excelência.

Mas essas qualidades não bastavam para alavancar sua carreira política meteórica. Wellington Landim mostrou ser um senhor político: carismático, simpático, hábil e cheio de uma vontade incrível de revolucionar.

De prefeito de Brejo Santo, Wellington saltou para a Assembleia Legislativa e, depois, para sua presidência. Nessa época, o governador Tasso Jereissati era seu aliado e o admirava muito. No entanto, Tasso Jereissati sempre demonstrou pouca afinidade com o Cariri; daí ter tratado de articular uma força-tarefa para desqualificar qualquer movimento em torno da ascensão de políticos do sul do Ceará no cenário estadual.

Já bastava, para a região, ter tido o coronel Adauto Bezerra por mais de vinte anos dando as ordens nas terras cearenses. A onda da vez eram os “yuppies” fortalezenses, que estavam na moda no início da década de oitenta: jovens da classe alta, entre 20 e 40 anos, com formação universitária, atuantes em suas profissões e seguidores das últimas tendências.

O comandante dessa turma, à época, era o então governador Tasso Jereissati, em seu primeiro mandato.

Quem eram Wellington Landim e outros jovens políticos do Cariri para querer fazer parte dessa casta? De forma alguma: apenas os “mauricinhos” da capital poderiam ter acesso a esse seleto grupo.

Mas Wellington enfrentou Tasso Jereissati e seus “yuppies” e se candidatou a governador do Ceará nas eleições estaduais de 2002, com o apoio de 17 colegas da Assembleia. Tasso Jereissati teve de rever seus planos e lançar o então senador Lúcio Alcântara ao governo, enquanto ele próprio disputou o Senado, ao lado de Patrícia Saboya (ex-mulher de Ciro Gomes), sendo ambos eleitos com tranquilidade.

Participaram da eleição, além de Lúcio Alcântara, Sérgio Machado, José Airton Cirilo, Wellington Landim e outros menos votados. O político de Brejo Santo ficou na quarta colocação.

Vida que segue. Nas eleições de 2006, Wellington novamente se candidatou a deputado estadual, obtendo vitória tranquila. Quis o destino que partisse cedo demais, em 9 de junho de 2015, vítima de meningite bacteriana.

Quero dizer que, enquanto viveu, este colunista e Wellington Landim foram amigos. Trabalhei com ele como assessor no gabinete da Assembleia Legislativa, prestando serviços no Crajubar. Apoiei sua candidatura ao governo; quando perdeu, apoiei Lúcio Alcântara, em razão de meu tio, Walter Peixoto, então prefeito do Crato, ter seguido com ele para o segundo turno. E, finalmente, vencemos a eleição — apertada, mas vencemos o candidato petista José Airton Cirilo.

Prefeita Gislaine Landim

Estou surfando na “onda Wellington Landim”, pois vi uma postagem de sua esposa, a atual prefeita de Brejo Santo, Gislaine Landim, que dizia:

“Começa o mês de maio… e, com ele, chegam também as lembranças que aquecem o coração. É impossível não pensar nas tradicionais festas da Rádio Sul Cearense, nos passeios ciclísticos que movimentavam nossa cidade, reuniam famílias, despertavam sorrisos e celebravam a vida. Tudo isso carregava a marca de alguém que sempre acreditou no poder de fazer, de unir e de construir.

Hoje, no Dia do Trabalhador, meu coração se volta especialmente para ele… meu amado Wellington. Para mim, ele sempre será a maior representação do que é ser trabalhador: alguém que dedicou sua vida com amor, coragem e compromisso a esta terra que tanto amamos. Mais do que lembrar, é sentir saudade com gratidão. É reconhecer que o trabalho verdadeiro deixa marcas que o tempo nunca apaga.

Que este dia nos inspire a seguir construindo, com o mesmo amor, tudo aquilo que ele sonhou para o nosso povo.”

E assim fecho mais algumas páginas de meu recente passado jornalístico, sempre ao lado dos melhores — daqueles que, em vida, foram exemplos de homens públicos.

Sendo assim, estamos conversados.

Sorry, periferia política!

Esta gostando do conteúdo? Compartilhe!

sobre

Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

© 2022 – CARIRI É ISSO.  by Valdi Geraldo.

plugins premium WordPress