

A maioria do eleitorado brasileiro afirma que sua escolha para a Presidência da República é definitiva, aponta levantamento da Quaest divulgado nesta terça-feira (17). Segundo os dados, 56% dos entrevistados já consolidaram o voto, enquanto 43% admitem que ainda podem mudar de opinião até o dia da eleição. O índice de indecisos ou que não responderam soma 1%.
A cristalização do voto apresenta variações significativas conforme o candidato escolhido. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o índice de fidelidade, com 67% de seus apoiadores declarando voto decidido. Logo atrás aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), que detém 63% de eleitores convictos. Em contrapartida, nomes posicionados como alternativas de terceira via, como Ratinho Junior (PSD) e Romeu Zema (Novo), enfrentam maior volatilidade; entre os eleitores de Ratinho Junior, por exemplo, 56% afirmam que a escolha ainda pode ser alterada.
No recorte socioeconômico, a pesquisa identifica que a maior abertura para mudanças de posicionamento ocorre na classe média. Na faixa de renda que compreende entre dois e cinco salários mínimos, 47% dos eleitores se declaram dispostos a trocar de candidato. Esse grupo é visto como estratégico para as campanhas que buscam romper a polarização central.
A pesquisa foi realizada presencialmente com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 6 e 9 de março de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05809/2026.





