

No Crato, criou-se a mania de julgar fatos ocorridos no seio da administração pública antes que a Justiça ofereça o seu veredicto. O fato de o Ministério Público se manifestar acerca de um assunto e de a Polícia ser acionada para apurar não quer dizer que o fato tenha realmente acontecido. Os trâmites existem para que se descubra se houve ou há culpa no cartório. Mas a oposição espetaculariza e, no caso desta denúncia sobre a cobrança da coleta de lixo em Crato, até a Polícia Civil se deu ao luxo de assim agir. Pareceu mais um circo do que uma ação policial, que deve ser feita da forma mais discreta possível.

Lendo a opinião do procurador e professor universitário Nestor Moreira, percebi nele o equilíbrio necessário na análise desse caso. Vamos a ela:
“Repercutiu, no início desta semana, a descoberta de um esquema fraudulento na cobrança pela coleta de lixo no município do Crato. O município pagava à empresa contratada pelo serviço por tonelada de lixo recolhido, sem que, de fato, ocorresse a pesagem desses resíduos. Na fase investigatória, a cargo da polícia judiciária, ocorreram prisões temporárias consideradas imprescindíveis para o andamento das investigações. Chamou-me a atenção o estardalhaço que a oposição fez em relação ao caso. Os opositores tentam usar o fato para aniquilar politicamente Zé Ailton, prefeito à época em que os fatos aconteceram. Ora, ora, infelizmente, esses fatos ocorrem com certa frequência na administração pública, e alguns só são descobertos muito tempo depois, como no presente caso — quando escapam da fiscalização municipal. Agora, ainda em fase investigatória, querer responsabilizar o gestor de então é algo precipitado e que compromete a qualidade do jornalismo de qualquer emissora.
É bom não esquecer que Zé Ailton, mesmo com todo o denuncismo ocorrido durante suas gestões, teve todas as contas aprovadas, sem ressalvas, pelo Tribunal de Contas do Estado.”
Este é o tipo de análise que devemos absorver e ao qual devemos estar atentos, e não ao festival de sensacionalismo, sofismas e incorreções que as oposições produzem nesses casos. O melhor será que a população cratense deixe de lado o que dizem políticos contrariados com quem está no poder, blogueiros e outros tipos de comunicadores infantis e incapazes de analisar os casos com desprendimento emocional e sem exaltação, e passe a se informar por meios confiáveis. Sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry, periferia política!!!!






