
FABRÍCIO MOREIRA DA COSTA

Ex-senador Tasso Jereissati
O PSDB viveu um grande apogeu na política partidária e no poder no Ceará quando o jovem empresário Tasso Jereissati resolveu entrar para a vida pública, elegendo-se governador por três mandatos e, depois, Senador da República por duas oportunidades. Todo mundo era PSDB de corpo e alma, de Brasília com Fernando Henrique Cardoso ao Galeguim dos Zói Azul no Estado.
Como todo poder um dia chega à sua fase final, seja pela renovação natural, pelo desgaste do tempo ou pelo cansaço de quem deseja ser protagonista a todo momento, o partido acabou virando um chá da tarde às sextas-feiras.
Com a entrada do então vice-prefeito de Fortaleza, à época, Élcio Batista, dublê de sociólogo, o chá da tarde foi esquentado novamente, e as reuniões de sexta passaram a ocorrer aos sábados, antes de todos irem ao Iguatemi passear com as primas de Marrion e tomar um bom chopp no Tio Armênio.
Pois bem. Li nos jornais cearenses, agora todos na internet, que possivelmente o PSDB irá se fundir com o PL e o União Brasil, aqui no Estado, e também com Ciro Gomes, o novo quadro de direita laite.
Pronto, o chá das sextas e sábados passará a ser suco definitivamente, uma tentativa de salvar alguns nomes que ainda disputam mandatos nos pleitos eleitorais, mesmo que seja a peleja proporcional.
Dito isto e por falar em chá da tarde, o inquieto jornalista Donizete Arruda, sempre bem informado, anotou em suas plataformas digitais e no rádio que o líder Cid Gomes tomou “café” e comeu um delicioso caranguejo com os deputados Robério Monteiro, Serginho Aguiar e Romeu Aldigueri, em Acaraú, Camocim e Granja, em pleno carnaval.
Questionado sobre o teor das conversas e a escolha da região para iniciar a coordenação da campanha de Elmano de Freitas ao governo, o líder FG apenas respondeu: “chá dá sono, melhor mesmo é um bom pargo do nosso mar com suas energias que ganham força, ânimo e resistência”.
Pronto. 2026 não é mais “bem ali”, já é aqui e agora.






