

O suplente de deputado estadual Pedro Lobo, na viagem que fez a Dubai, nos Emirados Árabes, voltou com a corda toda naquele esquema da alegria que atravessou o mar e acabou pousando no Aeroporto Regional de Juazeiro do Norte envolto em um problema dos diabos.
Duas passageiras, ao desembarcarem por aqui, o denunciaram à Polícia Federal por assédio sexual — algo que não consta na ficha corrida do cratense. Mas, se a PF o manteve em cárcere, é porque as ditas-cujas deveriam ter evidências do hipotético crime. Caso contrário, o danisco do Pedro Lobo teria se safado ligeirinho do quiprocó, pois goza de prestígio político suficiente para tanto.
O fato é que a moçada blogueira e os viciados em redes sociais, sem dó nem piedade, botaram para quebrar em cima de Pedro. Já os jornalistas e radialistas mais comedidos, que preferem ver a comédia se desenrolar para obter maiores elucidações sobre os fatos, até agora aguardam um posicionamento oficial da Polícia Federal.
Pedro Lobo, nos últimos tempos, tem passado por tormentas. Deve se cercar de bons causídicos para defendê-lo na forma da lei, mas também deveria procurar a mãe de santo mais próxima para rezar por ele e lhe pedir um patuá que o mantenha distante, distantíssimo, dos maus-olhados.
Primeiramente, foi o fato de não ter conseguido escalar a montanha do entendimento com o prefeito eleito por seu partido, o PT. Daí que todos os seus cargos de confiança, de “A” a “Z”, foram tomados por André Barreto, que, mesmo com seu jeito tolerante de ser, não suportou conviver nem mais um minuto com o poder pertinho do aliado petista. Botou o homem pra correr.
Segundamente, vem esta situação, que foi dose de leão e poderá até respingar em sua trajetória política, tão bem traçada por ele, mas que, diante da acusação de assédio sexual — arre égua (!) — poderá ser a gota d’água, no sentido de ver catapultados todos os seus sonhos de um dia chegar aos píncaros do poder.
Vamos torcer para que tudo termine em paz e que Pedro consiga ser o mais valente nessa luta do rochedo contra o mar.






