
Não deixo a Igreja Católica por nada neste mundo, até porque os evangélicos, que andam bastante crescentes no Brasil nos dias de hoje, não poderiam me convencer. Eles rejeitam as santas e os santos da nossa Igreja, e eu, que fui consagrado por um milagre de São José e continuo recebendo outras graças, jamais poderia mudar de religião.

O último escândalo foi bancado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante(foto) que é pastor evangélico, membro da Igreja Assembleia de Deus. A Polícia Federal foi em sua casa e apreendeu quase meio milhão de reais. Referida apreensão foi feita no âmbito da Operação Galho Fraco, que investiga Sóstenes e o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) por desvio de cotas parlamentares. Sóstenes disse que o dinheiro veio da venda, feita no valor de R$ 500 mil, de um imóvel em Ituiutaba, cidade na região do Triângulo Mineiro. O detalhe é que a escritura de venda da casa em Ituiutaba (MG) foi assinada no dia 30 de dezembro, 11 dias após a PF apreender o dinheiro, no dia 19 de dezembro. A suspeita da Polícia Federal é que Sóstenes e Jordy utilizaram a verba de cotas parlamentares, que são disponibilizadas pela Câmara para pagar gastos relacionados ao trabalho, para enriquecer.
Vejo com orgulho as decisões da Igreja Católica, que, devagarinho, foi retirando seus padres do efetivo exercício político. Muitos já foram prefeitos, vereadores, deputados federais, deputados estaduais e senadores. O último padre a exercer um mandato eletivo no Ceará foi o reverendo José Linhares, que se comportou muito bem no exercício da função.
Na atualidade, acredito que não exista padre algum detentor de cargo público. Ao contrário dos evangélicos, que hoje confundem seus cultos, fazendo-os parecer mais comícios políticos. Muitos se transformam em evangélicos para ascender politicamente. Não existe um evangélico no Congresso Nacional que não esteja envolvido nas maiores falcatruas contra os cofres públicos. Há até a chamada bancada evangélica naquela troça chamada Parlamento. Trocas de favores são constantes.

A bancada dos evangélicos na Câmara Federal é grandiosa
Talvez os evangélicos de alto coturno dessa religião também pudessem iniciar uma operação visando distanciar seus membros desse mundo pecaminoso chamado política. A política hoje no Brasil virou sinônimo de “putaria”, e o político brasileiro ganhou cara de bandido. “Ai, ai, meu Deus… O que foi que aconteceu… Com a política brasileira? Quando a gente quer falar mal, a turma toda cai de pau, dizendo que esse papo é besteira” (royalties para a saudosa roqueira Rita Lee).
Mas lhes digo que vou continuar esse papo a respeito dos evangélicos participando desse troço, sem nenhum pudor, um troço espantoso chamado política, que, por onde passa, acanalha todo o ambiente. Tô fora! Sorry, periferia política!






