

O ministro Camilo Santana, na tranquilidade de quem confia que sua liderança continua intacta no Ceará, resolveu falar sobre como enxerga a sucessão governamental em seu estado. Analisou que, após observar todo o quadro, concluiu não haver motivos para ser candidato em substituição ao atual governador, Elmano de Freitas, seu aliado petista. Portanto, mais uma vez, o maior líder político cearense reforçou que Elmano buscará o repeteco do mandato e vencerá a disputa já no primeiro turno da eleição.
Ao comentar o cenário da oposição, o ministro avaliou que, entre os nomes colocados, Ciro Gomes (PSDB) aparece como o mais forte. Apesar disso, afirmou não enxergá-lo como uma ameaça ao projeto político liderado pelo grupo governista. Minimizou por completo.
Durante a entrevista, Camilo também declarou que o foco de seu campo político será o fortalecimento das alianças, ao mesmo tempo em que criticou a postura da oposição. Segundo ele, o bloco do “eu, tu e ele” — ou seja, Ciro Gomes, Roberto Cláudio e José Sarto (todos derrotados nas eleições estaduais passadas e na eleição municipal de 2024, em Fortaleza, nossa capital) — teria se aproximado do bolsonarismo sem apresentar um projeto estruturado para o estado. Como poderá essa gente querer vencer uma eleição dessa magnitude sem um projeto alternativo de poder? Perguntamos nós, jornalistas.
Aí você poderá me perguntar qual a razão de Camilo Santana se afastar do Ministério da Educação se não será candidato ao Governo do Estado e muito menos ao Senado, já que ainda possui quase cinco anos de mandato como senador.
Uma andorinha passou no céu, olhou-me cá embaixo, sentou-se em meu ombro e falou-me ao ouvido: “O filho de Eudoro e Ermengarda Santana é hoje o ‘plano B’ de Lula, caso aconteça algo que o impeça de ser candidato, como, por exemplo, algo ligado ao seu estado de saúde. Camilo estaria livre e desimpedido para ser seu substituto”. Isso, pelo que a andorinha me contou, teria sido ideia do próprio Lula, que lhe teria dito: “Estou com oitenta anos, e numa idade assim tudo pode acontecer ou transcorrer normalmente, mas nada como uma boa precaução”.
Sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry, periferia política!!!






