

Empresário Figueiredo Correia Junior
O empresário Figueiredo Correia Junior depois que a Exposição acabou e a tropinha familiar ainda naquela de férias escolares do meio de ano, não prolongou conversa e foi passar como de praxe uma pequena temporada em Fortaleza.
Com a amada spouse Camila aproveitou tudo que a nossa Capital oferece àqueles que adora uma cidade praiana desenvolvida, shoppings centers de primeira grandeza, praias que oferecem muitas atrações em todos os seus aspectos, restaurantes para todos os gostos, barzinhos hiper charmosos, enfim, alguns belos dias, alguns lindos dias.
Na manhã de ontem o pração Figueiredo Correia Junior me ligou para dizer que chegou para reaver o amor que nutre numa boa pelo Triângulo mais charmoso do Brasil. Conversamos por um bom tempo via whatsApp, colocamos o papo político e não político em ordem e marcamos para nos rever para matar a saudade. Este nosso amigo antes de se desligar da conversa fez questão de me avisar que se distanciou do Crajubar, mas manteve a fidelidade da leitura de minhas reportagens, afinal, “como ficar alheio ao que escreve o discípulo do saudoso Paulo Francis caririense?” Fiquei deveras agradecido pela comparação, pois ser comparado a este grandioso jornalista não é para todo mundo. O Paulo Francis para quem não sabe vai ficar sabendo quem foi e o que representou para o jornalismo e o teatro brasileiro:

Franz Paul Trannin da Matta Heilborn nasceu em 2 de setembro de 1930, no Rio de Janeiro, foi ator na juventude, quando passou a usar o nome artístico que levou para o resto da vida.
Ingressou no jornalismo ainda nos anos 1950, fazendo críticas de teatro, e passou por inúmeros veículos ao longo da carreira, como Diário Carioca, Última Hora, Tribuna da Imprensa, O Pasquim, Opinião, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo.
VIDA NOS ESTADOS UNIDOS
Perseguido pelo regime militar instaurou nos anos 1960, chegando a ser preso por um mês, Francis foi viver nos Estados Unidos, subsidiado por uma bolsa da Fundação Ford, conseguida por intermédio de Fernando Gasparian, da editora Paz e Terra.
Em 1981, estreou na televisão, como comentarista de política internacional da Rede Globo. Inicialmente atuando no programa Globo Revista, rapidamente foi transferido para o Jornal da Globo, onde se tornou celebridade nacional e ficou até o fim da vida, marcado pela voz arrastada e pelo jeito característico de falar, tornando-se um prato cheio para diversos humoristas, como Chico Anysio.
Ele foi um dos criadores do Manhattan Connection em 1993, ao lado de Lucas Mendes, Caio Blinder e Nelson Motta, ainda no canal GNT – depois de passar pela GloboNews, a atração estreou em janeiro na TV Cultura. Em 1996, ingressou na GloboNews, no programa Milênio.
Como era muito polêmico em suas opiniões, Paulo Francis colecionou muitos processos. Um deles, em especial, o abalou profundamente. Em outubro de 1996, durante o Manhattan Connection, ele propôs a privatização da Petrobras e acusou os direitos da empresa de possuírem US$ 50 milhões em contas da Suíça.

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
A ação judicial da Petrobras foi instaurada na justiça norte-americana, que alegou que o programa era transmitido nos Estados Unidos também. Era pedida uma indenização superior a US$ 100 milhões.
Amigos influentes fizeram de tudo para livrá-lo do processo, inclusive pedindo ajuda ao então presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas a ação prosseguiu, deixando o jornalista profundamente abalado.

Pupilo de Francis, Diogo Mainardi disse, no Manhattan Connection, em 2014, que a pressão psicológica do processo contribuiu para a morte do jornalista. “Ele ficou muito perturbado”, declarou.
Elio Gaspari, outro companheiro de longa data, opinava que a disputa ocupou um espaço surpreendente em sua alma, tomando lugar não apenas do sono, mas também dos seus prazeres, como música e leitura.
Paulo Francis, casado com a jornalista e escrita Sonia Nolasco, foi encontrado morto em seu apartamento, no dia 4 de fevereiro de 1997, aos 66 anos, vítima de infarto fulminante.
Seu corpo foi embalsamado e trasladado dos Estados Unidos para o Rio de Janeiro, onde foi enterrado no Cemitério São João Batista.
O malfadado processo foi adiante, com os diretores da Petrobras procurando o espólio e a viúva do jornalista. Mas, por intervenção de figuras como FHC, a ação foi encerrada, deixando Francis finalmente descansar em paz.








